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Queda de sigilo revela que PF pediu dados sobre pagamentos de Vorcaro a autoridades

Coaf reteve comunicações de operações suspeitas que poderiam envolver autoridades com foro no STF ou no STJ

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Documentos da Polícia Federal revelam pedido ao STF para acessar informações sobre pagamentos de Vorcaro a autoridades.
  • O Coaf reteve comunicações suspeitas que poderiam envolver autoridades com foro no STF ou STJ.
  • O compartilhamento integral das informações depende de autorização judicial devido ao foro privilegiado.
  • A Polícia Federal argumenta que a falta de dados cria lacunas na investigação financeira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Investigação pediu ao STF acesso integral aos dados Divulgação/ Banco Master - Arquivo

Documentos da Polícia Federal que tiveram o sigilo retirado nesta segunda-feira (14) mostram que a corporação pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso a informações sobre pagamentos de Daniel Vorcaro a autoridades. O material havia sido retido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por suspeita de envolvimento de alvos com foro privilegiado.

A medida faz parte da investigação sobre o Banco Master e apura a origem e o destino dos recursos movimentados pelos investigados.


Em uma petição encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a PF afirma que solicitou ao Coaf os RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) relacionados aos investigados.

No entanto, o órgão encaminhou apenas parte das informações e reteve administrativamente comunicações de operações suspeitas nas quais identificou indicativos de participação de autoridades com foro no Supremo ou no STJ (Superior Tribunal de Justiça).


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Retenção de informações

A decisão administrativa do Coaf aconteceu depois que o órgão identificou, entre os envolvidos nas movimentações, possíveis autoridades submetidas ao foro por prerrogativa de função.

Na prática, o órgão entendeu que o compartilhamento integral das informações deveria depender de uma autorização judicial. Por isso, as comunicações que poderiam envolver pessoas com foro no STF ou no STJ não foram disponibilizadas integralmente à Polícia Federal.


A PF argumentou ao ministro André Mendonça que, como a investigação já tramita no Supremo, caberia à própria Corte autorizar o acesso aos dados que permaneceram retidos e também afirmou que a ausência das comunicações cria uma lacuna na investigação financeira.

Por isso, a PF pediu a André Mendonça autorização expressa para receber a íntegra dos relatórios e solicitou que o Coaf fosse oficialmente comunicado para compartilhar as comunicações que haviam sido omitidas.


Nos documentos liberados nesta segunda, não há informação de que Mendonça tenha autorizado a PF a acessar os dados retidos pelo Coaf.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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