‘Política tóxica’ e ‘trairagem’, diz Ibaneis sobre motivos para desistir de concorrer ao Senado
Ao R7, ex-governador do Distrito Federal também disse que não lançará mais pré-candidatura à Casa Legislativa devido ao cansaço
Brasília|Jéssica Eufrásio e Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) anunciou nessa quarta-feira (8) que não pretende mais concorrer ao Senado, nas eleições de outubro próximo. Ao R7, o político e advogado deu uma justificativa para a decisão e deixou um recado a possíveis ex-aliados.
“Estou cansado e achando a política meio tóxica. Não sou acostumado com trairagem”, escreveu Ibaneis, ao responder sobre o motivo para ter desistido da pré-candidatura à Casa legislativa.
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O político e advogado deixou a chefia do Palácio do Buriti em março último, devido ao prazo de desincompatibilização estabelecido para quem ocupa cargo eletivo e está interessado em disputar um novo pleito.
A expectativa era de que ele se lançaria a uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal, e o próprio ex-governador chegou a confirmar essa intenção em diferentes ocasiões. Em abril, ele também disse que esperava ter a vice Celina Leão (PP) como sucessora no Palácio do Buriti.
‘Decepções’
Eleito governador do Distrito Federal em 2018, Ibaneis conseguiu se reeleger em 2022 e foi o primeiro a alcançar esse feito em primeiro turno desde 1960, quando Brasília se tornou capital do país.
Em maio, o ex-governador publicou um vídeo nas mídias sociais, ao lado de lideranças do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), em que mencionou haver um desgaste na relação com a atual governadora Celina Leão, vice dele no segundo mandato.
Na gravação, Ibaneis disse estar “decepcionado” e falou em um “realinhamento de posições” dentro do partido.
“Apostamos na Celina com um governo de continuidade daquilo que plantamos e de onde tiramos o desastre que existia no Distrito Federal. Infelizmente, ao longo desses últimos dias, temos tido muitas decepções. Isso não quer dizer rompimento, mas um realinhamento de posições, porque o MDB é um partido grande, e vamos nos manter assim”, afirmou.
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