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Pontos sem consenso da reforma tributária vão ao plenário, diz Padilha

Ministro diz que, apesar de polêmicas relacionadas ao texto, o importante é superar ‘balbúrdia tributária’ no país

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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O ministro Alexandre Padilha em evento Gil Ferreira/SRI - 02.07.2024

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (5) que vai caber ao plenário da Câmara dos Deputados decidir sobre os temas que ainda não são consenso no relatório preliminar do grupo de trabalho sobre a regulamentação da reforma tributária, apresentado na última quinta-feira (4). De acordo com o titular responsável pela articulação política, o governo conversou com os deputados sobre o documento e entende que, apesar de pontos polêmicos, o melhor é superar o que Padilha chamou de “atual balbúrdia tributária” no país.

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“O governo conversou com eles, e eles deixaram claro que alguns pontos devem ir ao plenário. Mas o mais importante é dar um salto, subir de patamar”, destacou o ministro de Lula. Uma nova reunião entre os relatores da regulamentação da reforma tributária e membros do governo deve ocorrer no início da próxima semana.

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“Em primeiro lugar, não está concluída a votação. Foi apresentado o primeiro relatório do grupo de trabalho de sete deputados, e esse relatório apresentou o que tem consenso. E o próprio relatório apontou temas que não têm consenso entre os sete parlamentares. A aprovação da regulamentação da reforma tributária é muito importante”, disse Padilha.

“Não teremos aquilo que é o ideal para qualquer setor, para qualquer pessoa. Qualquer um tem a sua reforma tributária ideal. Mas o ideal é superar a atual balbúrdia tributária que tem no país. A aprovação da emenda foi importante para sinalizar que o Brasil vai ter um sistema tributário mais simples para quem quer investir, mais justo para os mais pobres”, completou.

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As declarações foram dadas por Padilha durante agenda em Osasco (SP). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar obras do primeiro CEU (Centro Educacional Unificado), em Diadema, e inaugurar edifício da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios.

De acordo com Padilha, o fundamental é que haja consenso político no Congresso Nacional. “Aprovar a regulamentação da reforma tributária é anos-luz melhor do que a balbúrdia tributária que temos hoje. O governo está trabalhando para que a gente conclua a votação na semana que vem, dentro do consenso das maiorias”, destacou.

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Entenda a reforma tributária

O grupo técnico que discute a regulamentação da reforma tributária apresentou nessa quinta-feira o relatório que detalha como o IVA (Imposto Sobre Valor Agregado) será cobrado sobre produtos e serviços, além da forma como o imposto vai incidir sobre alimentos, educação, saúde e segurança. O texto é preliminar e ainda vai ser analisado pelas bancadas partidárias, o que pode resultar em mudanças na redação.

A Emenda Constitucional da reforma tributária, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, permite a criação de dois novos impostos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que juntos formam o IVA. Esses novos impostos substituirão cinco tributos existentes: ICMS (estadual), ISS (municipal), IPI, PIS e Cofins (federais). A transição dos impostos antigos para o IVA começará em 2026.

Também será criado um Imposto Seletivo, chamado de “imposto do pecado”, que vai recair sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. Cada um dos grupos de produtos e serviços sobretaxados terá uma alíquota específica. A projeção atual é de que a alíquota geral de CBS e IBS 26,5%.

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