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Presidente do BC, Gabriel Galípolo vai à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira

Roberto Campos Neto, ex-chefe da autarquia, também é esperado pelo colegiado, mas presença ainda é incerta

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, será ouvido na CPI do Crime Organizado sobre o caso Banco Master.
  • O ex-presidente do BC Roberto Campos Neto também está na pauta, mas sua presença ainda é incerta.
  • Os senadores discutem propostas para melhorar a fiscalização do mercado financeiro durante a audiência.
  • A CPI não terá prorrogação e precisará finalizar os trabalhos até 14 de abril, conforme decisão do presidente do Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gabriel Galípolo será questionado sobre as ações do Banco Central em relação ao Banco Master Edils Rodrigues/Agência Senado - 08.10.2024

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado recebe o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta quarta-feira (8), para tratar do caso Banco Master.

Na justificativa para o convite, está a participação de Galípolo em uma reunião realizada no Planalto, em novembro de 2024, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Daniel Vorcaro, dono do Master preso pela Polícia Federal.


Segundo o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), durante a oitiva também serão abordados temas como o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro, falhas e sugestões de mudança para aprimorar o sistema.

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O outro depoente na pauta é o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que esteve à frente da instituição entre 2019 e 2024. Como ele ainda não confirmou a presença, seu comparecimento é tratado como dúvida pelos parlamentares.


“Campos Neto não respondeu à intimação. Ele não está coberto por habeas corpus — habeas corpus que foi concedido a ele em respeito à convocação anterior. E a gente aguarda a manifestação dele, especialmente a presença, uma vez que o desenvolvimento das fraudes vinculadas ao caso Master se deu, esse desenvolvimento mais robusto, na gestão de Campos Neto”, informou o relator.

Como o prazo máximo para encerramento da comissão é no dia 14 deste mês e ela não será prorrogada, na reunião desta quarta também podem ser analisados novos requerimentos.


Sem tempo extra

Nesta terça-feira (7), Vieira conversou pessoalmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 60 dias.

Segundo ele, Alcolumbre citou o cronograma eleitoral e negou dar mais tempo para a comissão. “O presidente decidiu não fazer a prorrogação e justificou dizendo que se tratava de um ano eleitoral”, declarou.


Apesar de criticar a decisão, o relator afirmou que os senadores não vão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança — como fez a CPMI do INSS recentemente, que teve o pedido de prorrogação rejeitado em um julgamento cujo placar foi de 8 votos a 2.

“A gente teve recentemente uma decisão no sentido de não conceder manifestada pelo plenário do Supremo, e a gente não vai perder tempo com isso”, comentou.

Para continuar as apurações sobre o Banco Master, os senadores tentam a instalação de uma CPI específica sobre o tema — o STF já foi acionado sobre o caso.

O relator também disse que a CPI tem assuntos importantes a tratar e uma quantidade elevada de documentos para analisar, o que reduz o alcance do relatório final. No entanto, segundo ele, o que foi feito já é “bastante significativo”.

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