Presidente do BC, Gabriel Galípolo vai à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira
Roberto Campos Neto, ex-chefe da autarquia, também é esperado pelo colegiado, mas presença ainda é incerta
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado recebe o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta quarta-feira (8), para tratar do caso Banco Master.
Na justificativa para o convite, está a participação de Galípolo em uma reunião realizada no Planalto, em novembro de 2024, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Daniel Vorcaro, dono do Master preso pela Polícia Federal.
Segundo o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), durante a oitiva também serão abordados temas como o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro, falhas e sugestões de mudança para aprimorar o sistema.
Leia mais
O outro depoente na pauta é o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que esteve à frente da instituição entre 2019 e 2024. Como ele ainda não confirmou a presença, seu comparecimento é tratado como dúvida pelos parlamentares.
“Campos Neto não respondeu à intimação. Ele não está coberto por habeas corpus — habeas corpus que foi concedido a ele em respeito à convocação anterior. E a gente aguarda a manifestação dele, especialmente a presença, uma vez que o desenvolvimento das fraudes vinculadas ao caso Master se deu, esse desenvolvimento mais robusto, na gestão de Campos Neto”, informou o relator.
Como o prazo máximo para encerramento da comissão é no dia 14 deste mês e ela não será prorrogada, na reunião desta quarta também podem ser analisados novos requerimentos.
Sem tempo extra
Nesta terça-feira (7), Vieira conversou pessoalmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 60 dias.
Segundo ele, Alcolumbre citou o cronograma eleitoral e negou dar mais tempo para a comissão. “O presidente decidiu não fazer a prorrogação e justificou dizendo que se tratava de um ano eleitoral”, declarou.
Apesar de criticar a decisão, o relator afirmou que os senadores não vão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança — como fez a CPMI do INSS recentemente, que teve o pedido de prorrogação rejeitado em um julgamento cujo placar foi de 8 votos a 2.
“A gente teve recentemente uma decisão no sentido de não conceder manifestada pelo plenário do Supremo, e a gente não vai perder tempo com isso”, comentou.
Para continuar as apurações sobre o Banco Master, os senadores tentam a instalação de uma CPI específica sobre o tema — o STF já foi acionado sobre o caso.
O relator também disse que a CPI tem assuntos importantes a tratar e uma quantidade elevada de documentos para analisar, o que reduz o alcance do relatório final. No entanto, segundo ele, o que foi feito já é “bastante significativo”.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














