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Próximo presidente poderá indicar quatro ministros ao STF; veja os cenários para a Corte

Vaga de Luís Roberto Barroso está aberta; Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes devem se aposentar até 2030

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O próximo presidente poderá indicar quatro ministros ao STF, incluindo a vaga de Barroso e as aposentadorias de Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes até 2030.
  • A escolha dos ministros dependerá do presidente eleito (Lula ou Flávio Bolsonaro) e da aprovação do Senado, onde são necessários pelo menos 41 votos.
  • Se Lula for reeleito, poderá fazer indicações que mantenham a presença de magistrados ligados ao serviço público e advocacia; se Flávio Bolsonaro vencer, o STF pode ganhar um perfil mais conservador.
  • A indicação de ministros ao STF não é automática e requer aprovação do Senado; os ministros têm independência após a posse e não precisam seguir a orientação de quem os indicou.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Plenário do STF
O próximo presidente da República poderá indicar ao menos quatro ministros para o STF Rosinei Coutinho/STF - 15.9.2026

O próximo presidente da República poderá indicar ao menos quatro ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal) durante o mandato que começa em janeiro de 2027. A renovação inclui a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, cuja aposentadoria ocorreu em 2025, e as saídas previstas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que chegarão à idade de aposentadoria compulsória até o fim de 2030.

O impacto das escolhas dependerá de quem vencer a eleição entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), além da capacidade de cada governo de obter apoio no Senado. A Constituição determina que os ministros sejam indicados pelo presidente da República e aprovados pela maioria absoluta dos senadores, ou seja, pelo menos 41 dos 81 votos.

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No cenário de Lula, sete dos 11 ministros teriam sido indicados por governos petistas. No cenário de Flávio Bolsonaro, seis teriam sido indicados por Jair Bolsonaro e pelo filho. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça foram indicados por Jair Bolsonaro.

Vagas

A primeira cadeira está vaga desde a saída de Barroso. Em abril deste ano, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, feita por Lula. O presidente ainda poderá apresentar outro nome para a vaga.

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As outras três oportunidades estão relacionadas ao limite de idade de 75 anos para ministros do Supremo:

Luiz Fux: aposentadoria compulsória prevista para abril de 2028.

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Cármen Lúcia deverá deixar a Corte em abril de 2029.

Gilmar Mendes chegará aos 75 anos em dezembro de 2030.

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O calendário pode mudar caso algum ministro deixe o Tribunal antecipadamente. Depois desse ciclo, a próxima aposentadoria compulsória prevista é a de Edson Fachin, em 2033.

Se Lula vencer

Em caso de reeleição, Lula poderá fazer as indicações. O presidente já indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino para o Supremo no atual governo. Em outras ocasiões, também indicou o ministro Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

O resultado das escolhas, contudo, dependerá também do Senado. O Congresso eleito é majoritariamente de direita, o que pode dificultar decisões de Lula.

Se Flávio Bolsonaro vencer

Se Flávio Bolsonaro for eleito, o cenário reacende a discussão sobre o peso das escolhas feitas pela família Bolsonaro.

Caso Flávio faça quatro novas indicações, seis dos 11 integrantes do STF terão sido nomeados por presidentes da família Bolsonaro, o que poderia deixar o Supremo com um perfil conservador.

A composição futura não é automática: cada nome precisa passar pelo Senado, e a atuação dos ministros não pode ser determinada apenas pelo presidente responsável pela nomeação.

Critérios

A Constituição estabelece que os ministros devem ser brasileiros natos, ter mais de 35 e menos de 70 anos no momento da escolha, possuir notável saber jurídico e reputação ilibada. O texto constitucional não determina filiação partidária nem exige que o indicado tenha sido juiz de carreira.

Os nomes que circulam nos bastidores variam conforme o cenário eleitoral. No entorno de Flávio Bolsonaro, são mencionados perfis como o do ministro do Tribunal de Contas da União Jorge Oliveira, além de advogados próximos e pessoas ligadas ao governador paulista Tarcísio de Freitas. A campanha, porém, afirmou que a discussão sobre nomes para o Supremo não estava em pauta ainda.

No campo de Lula, o nome do senador Rodrigo Pacheco também passou a ser discutido para a vaga aberta. A possibilidade tem apoio de integrantes do Judiciário e do Congresso, mas enfrenta resistências entre aliados do presidente. A indicação de Pacheco poderia ocorrer ainda no atual mandato, antes da posse do próximo governo, caso Lula decida preencher a cadeira.

Mudança de perfil

Depois de empossados, os ministros têm independência para decidir os processos, e não existe obrigação institucional de acompanhar as posições de quem os indicou.

Com Lula eleito, o STF poderia manter ou ampliar a presença de magistrados com trajetórias ligadas ao serviço público, à advocacia e às instituições jurídicas que não necessariamente compartilham uma mesma orientação.

Com Flávio eleito, a tendência seria incorporar juristas com visões mais próximas das correntes conservadoras, com potencial de influenciar em debates sobre segurança pública, costumes, liberdade de expressão, direitos individuais e os limites de atuação do STF.

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