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Alckmin diz que Brasil não busca retaliar EUA: ‘Olho por olho pode deixar os dois cegos’

Vice-presidente defendeu negociação com o governo norte-americano, mas voltou a afirmar que considera tarifa ‘injusta’

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Geraldo Alckmin afirma que a Lei da Reciprocidade não é uma retaliação, mas uma correção de injustiças comerciais.
  • O vice-presidente classifica a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros como "injusta", destacando o superávit comercial dos EUA com o Brasil.
  • O governo brasileiro prioriza o diálogo com setores afetados, que representam 18% das exportações para os EUA, e busca diversificar mercados.
  • Alckmin reforça a importância de negociações e a abertura de novos mercados, citando o papel da ApexBrasil e o acordo Mercosul-União Europeia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Geraldo Alckmin afirma que resposta do Brasil prioriza negociação, não retaliação Valter Campanato/Agência Brasil - 16.07.2026

Após uma tarde de reuniões entre o governo brasileiro e representantes do setor produtivo para discutir a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, nesta terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, durante coletiva, que a Lei da Reciprocidade não significa uma retaliação. “Olho por olho pode deixar os dois cegos”, disse Alckmin.

“Foi aprovada uma lei, a Lei da Reciprocidade, por unanimidade. É um processo que tem um conjunto de etapas, passando por audiências públicas. A ideia não é uma retaliação, dizer que é olho por olho, porque o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. Então, a reciprocidade é dizer: ‘Olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno e adequado’”, afirmou o vice-presidente.


Durante a coletiva, Alckmin voltou a classificar a tarifa anunciada pelos Estados Unidos como “injusta” e destacou que o país norte-americano mantém superávit na balança comercial com o Brasil.

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“Quero destacar primeiro que a medida é injusta, porque os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil, eles vendem mais para nós do que nós para eles. A nossa tarifa média é 3,1%, não é 25%, e dos 10 produtos que eles mais exportam, em sete a tarifa é zero”, argumentou.


Alckmin afirmou ainda que o governo tem priorizado o diálogo com os setores mais afetados pela medida, seguindo orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, os produtos atingidos representam cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões.

O vice-presidente ressaltou que, apesar do impacto da tarifa, o Brasil registrou recorde de exportações no ano passado e defendeu a diversificação dos mercados compradores. Nesse contexto, citou o acordo entre Mercosul e União Europeia e afirmou que a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) terá papel estratégico na abertura de novos mercados.


“Estamos ouvindo o setor. Eles precisam de crédito para poder se preparar, ter mais investimentos, capital de giro, postergar o drawback, ter competitividade. Vamos setor por setor, ouvir sempre. E o que depender do Brasil, negociar sempre, e vamos tentar resolver essas questões”, salientou.

As reuniões desta terça-feira fazem parte da estratégia do governo para avaliar os impactos da tarifa anunciada pelos Estados Unidos e discutir medidas de apoio aos setores mais afetados, ao mesmo tempo em que busca manter aberta a via diplomática para uma solução negociada.

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