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Reunião com Haddad foi importante para ‘retomada do diálogo’, diz Alcolumbre

Encontro com ministros não definiu mudanças ao IOF, mas foi visto como uma forma de aproximação ao governo

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Davi Alcolumbre avaliou positivamente reunião com ministros do governo Lula Ton Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo - 17/06/2025

A reunião entre representantes do Congresso e ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de terça-feira (8), serviu como uma retomada de diálogo entre os dois Poderes, que se distanciaram desde o fim de junho pela disputa pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

A avaliação é reproduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que considerou positiva a conversa com o titular da Fazenda, Fernando Haddad, e com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

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Apesar de não ter chegado a um acordo pelo IOF, a etapa foi “importante para a retomada do diálogo”. Outras tentativas de avanço ao debate devem ser retomadas ao longo dos próximos dias. Um líder governista que participou do encontro também avaliou a conversa como um “recomeço”.

A expectativa de outras lideranças, conforme apurou o R7, é de que o Congresso tente chegar a um alinhamento com o Planalto antes da audiência de conciliação no STF (Supremo Tribunal Federal) no próximo dia 15.

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Sob reserva, parlamentares consideram que os Poderes devem tentar chegar “à mesma página”, para evitar com que todas as etapas de discussão dependam do Supremo.

Lideranças também defendem que a derrubada dos decretos do IOF não foi inconstitucional, conforme tem sido destacado pelo governo Lula. E sustentam que, com aumento, haveria impacto negativo à economia.

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Uma audiência no Supremo, conforme foi definido pelo ministro Alexandre de Moraes, também foi questionada por uma ala do Congresso. A avaliação de oposicionistas é que o pedido vai além das competências da Corte.

Governo defende aumento

Em outra frente, governistas defendem que o STF retome o aumento do IOF para aumentar a arrecadação e evitar que haja novos cortes das contas públicas. Essa posição tem sido reforçada pela equipe econômica, com destaque ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Horas antes da reunião, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse acreditar em um acordo pelo IOF e defendeu mudanças em gastos tributários.

“No passado, chegou-se a cortar até dinheiro para ciência, tecnologia, inovação, porque não se acreditava nisso. Tirou-se dinheiro de Farmácia Popular, de políticas sociais e nunca se conseguiu mexer com o andar de cima — ao qual eu pertenço, ao qual muitos de nós pertencemos“, disse, durante audiência no Congresso.

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