Sistema do STF sai do ar após Mendonça tirar sigilo de processos sobre o Master
Divulgação de dados atende a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e reúne cerca de 4 mil arquivos
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O sistema do STF (Supremo Tribunal Federal) saiu do ar nesta sexta-feira (11) após a Corte disponibilizar acesso a documentos sobre o caso do Banco Master que tiveram o sigilo retirado por decisão do ministro André Mendonça. Segundo o tribunal, foram liberados 25,3 GB de dados, divididos em cerca de 4 mil arquivos, entre documentos, vídeos e áudios.
A decisão de derrubar o segredo de Justiça ocorreu após pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin, que solicitou a Mendonça que tornasse públicos os autos dos processos ligados ao caso, ressalvadas apenas eventuais diligências e medidas cautelares em andamento, cuja publicidade imediata pudesse comprometer a colheita de provas.
A retirada do sigilo vinha sendo cobrada publicamente por atores políticos, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e legendas partidárias.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também fez apontamentos sobre o trâmite do processo, questionando decisões e solicitando maior clareza procedimental.
Moraes critica Mendonça
Nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes enviou a Fachin um documento acusando Mendonça de agir com “seletividade” ao tirar apenas parcialmente o segredo de Justiça de processos relacionados às investigações sobre o Banco Master e de omitir 180 documentos.
Moraes argumenta que Mendonça, por ser “diretamente interessado no julgamento”, escolheu de forma subjetiva o material liberado, “tornando público somente o que entendeu conveniente” e prejudicando a defesa e a análise probatória global pelos pares.
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