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STF forma maioria para manter prisão de deputado Thiago Rangel sem aval da Alerj

Moraes afastou entendimento do artigo 102 da Constituição do estado do Rio de Janeiro

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão do deputado Thiago Rangel sem autorização da Alerj.
  • O ministro Alexandre de Moraes argumentou que a imunidade dos deputados tem gerado impunidade e proteção a organizações criminosas.
  • Operação da PF prendeu Rangel e outros envolvidos em fraudes na Secretaria de Educação do Rio.
  • A decisão do STF destaca a necessidade de responsabilização de parlamentares em casos de crimes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Seguiram o voto do ministro Alexandre Moraes os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil- 10.09.2025-

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel Lima sem necessidade de autorização da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Seguiram Moraes os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin.


Na terça-feira (6), a PF (Polícia Federal) cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, incluindo o parlamentar, contra integrantes de uma organização criminosa investigada por fraudes em licitações na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

O ministro afastou entendimento do artigo 102 da Constituição do estado do Rio de Janeiro que trata da imunidade formal dos deputados estaduais, determinando que, desde a expedição do diploma, os integrantes da Alerj não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável.


Nesse caso, os autos seriam remetidos à Casa para decidir sobre a prisão.

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Moraes argumentou que o uso automático dessa imunidade tem gerado “total impunidade” e “degeneração do espírito da norma”, servindo como escudo para organizações criminosas infiltradas no poder público, em vez de proteger a independência do Legislativo.


Segundo Moraes, “efetiva e lamentavelmente, as Assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento do Supremo para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”.

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