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Eleições 2026: Centrão foca em manter poderio no Congresso

Maioria dos parlamentares das legendas de centro tentará permanecer na Câmara e no Senado, segundo levantamento do Diap

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Centrão está focado em manter sua influência no Congresso durante as eleições de 2026.
  • Na Câmara, 252 dos 288 parlamentares de partidos de centro pretendem disputar a reeleição.
  • No Senado, 23 dos 33 senadores de partidos de centro buscarão a reeleição.
  • Os partidos de centro estão priorizando a eleição de deputados e senadores, deixando as alianças presidenciais em segundo plano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Câmara
Dados mostram que 252 dos 288 parlamentares de siglas de centro pretendem disputar reeleição Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 08.07.2026

O foco do Centrão nas eleições deste ano vai além da corrida ao Palácio do Planalto. Um levantamento preliminar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) mostrou que essas legendas têm concentrado esforços para manter influência no Congresso.

Os dados mostram que, na Câmara, 252 dos 288 parlamentares filiados a partidos de centro pretendem disputar a reeleição, o equivalente a quase 88% da bancada. Outros 33 não buscarão um novo mandato na Casa, enquanto três ainda aparecem com o futuro político indefinido.


No Senado, o cenário é semelhante. Entre os partidos de centro, 23 dos 33 senadores que estarão em disputa pretendem tentar a reeleição. Nove buscarão outros caminhos políticos e um ainda não definiu qual cargo disputará.

“Os partidos de centro têm priorizado a eleição de deputados e senadores e deixado as alianças presidenciais em segundo plano. Uma bancada maior significa mais influência, mais recursos, mais espaço na Mesa Diretora e maior capacidade de negociação com qualquer governo”, avaliou Neuriberg Dias, diretor do Diap.


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Esse movimento ficou evidente nas últimas semanas. O MDB decidiu liberar os diretórios estaduais para definir seus próprios palanques na eleição presidencial. A federação União Progressista — formada por União Brasil e PP —, e o Republicanos também liberaram os diretórios e têm priorizado acordos regionais.

A expectativa é de que essa configuração preserve a capacidade de negociação dos partidos de centro, independentemente do vencedor da eleição presidencial.


Sem uma maioria própria na Câmara, o próximo presidente deverá construir acordos para aprovar projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e o Orçamento da União.

O próprio levantamento aponta que a próxima legislatura deve manter características semelhantes às atuais, com predominância de partidos de centro e centro-direita e forte influência das bancadas temáticas, como as do agro, da segurança pública e a evangélica.


Para Neuriberg Dias, esse cenário reforça uma tendência observada nas últimas eleições. “A disputa pelo Congresso é tão estratégica quanto a corrida ao Planalto. É nas bancadas que os partidos garantem protagonismo político, acesso aos recursos públicos e capacidade de influenciar a agenda do próximo governo, qualquer que seja o presidente eleito”.

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