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STF mantém prisão de ex-presidente do BRB de forma unânime

Costa foi preso de forma preventiva em 16 de abril; ele está no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Segunda Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
  • A prisão ocorreu em 16 de abril durante a Operação Compliance Zero, que investiga lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.
  • Costa é acusado de ter recebido imóveis como propina durante negociações entre o BRB e o Banco Master.
  • O julgamento contou com a participação dos ministros, sendo que um deles se declarou suspeito e outro sugeriu prisão domiciliar para o advogado envolvido.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paulo Henrique Costa
Costa foi preso pela Polícia Federal, em Brasília, após determinação do ministro André Mendonça Renato Alves/Agência Brasília - 5.12.2023

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa. Ele está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes votaram para manter a prisão. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito.

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Costa foi preso na manhã do dia 16 de abril pela Polícia Federal, em Brasília, após determinação de André Mendonça, que também mandou prender o advogado Daniel Lopes Monteiro, que representou o Banco Master em negociações com o BRB.

Último a votar no julgamento, Gilmar divergiu de Mendonça com relação à prisão do advogado. O ministro defendeu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, além de proibi-lo de contatar outros investigados e de exercer a advocacia em causas envolvendo os alvos da investigação.

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Gilmar pontuou que Monteiro e seu escritório prestavam serviços advocatícios regulares ao Banco Master e não houve, por parte da Polícia Federal, a devida distinção entre o que seria atuação ilícita e o que configura o exercício regular da profissão por parte do advogado.

Apesar disso, Gilmar foi voto vencido, visto que Mendonça, Fux e Nunes Marques votaram para manter Monteiro preso de forma preventiva.

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Prisão de Paulo Henrique Costa

Costa foi preso durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.

Segundo a PF, a suspeita é de que Costa tenha recebido ao menos seis imóveis de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — dois em Brasília e quatro em São Paulo —, avaliados em R$ 146,5 milhões, como forma de propina para facilitar as negociações entre os dois bancos.

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No dia da operação que prendeu o ex-presidente do BRB e Monteiro, os policiais federais ainda cumpriram sete mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e em São Paulo.

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