Dark Horse: saiba tudo sobre o filme que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro
Filme estrelado por Jim Caviezel retrata ascensão política do ex-presidente; obra deve estrear em setembro
Brasília|Mariana Saraiva e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou aos holofotes nos últimos dias após o vazamento de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede apoio ao banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar no financiamento do longa.
A previsão de estreia da obra é em 11 de setembro deste ano. A data foi mencionada pela primeira vez pelo ator Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro no filme, em publicação nas redes sociais.
Elenco reúne atores internacionais
Além de Jim Caviezel no papel principal, o elenco conta com atores como:
- Esai Morales como Paulo Pontes, vilão fictício da obra;
- Sergio Barreto interpretando Carlos Bolsonaro;
- Camille Guaty como Michelle Bolsonaro;
- Edward Finlay no papel de Eduardo Bolsonaro;
- Marcus Ornellas interpretando Flávio Bolsonaro;
- Jeffrey Vincent Parise como Tato, aliado de Paulo Pontes no filme.
Leia mais
Atentado e eleição de 2018
Descrito como drama biográfico, Dark Horse acompanha a ascensão política de Bolsonaro, desde a carreira militar até a chegada à Presidência da República.
A narrativa dá destaque à campanha presidencial de 2018 e ao atentado à faca sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), apresentado como um dos momentos decisivos da trama. O filme também mostra episódios como a recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com Michelle Bolsonaro.
Segundo a sinopse divulgada pela produção, a obra retrata Bolsonaro como um “improvável vencedor” das eleições presidenciais e utiliza flashbacks para mostrar o então militar nos anos 1980.
O que prevê o roteiro do filme
O R7 teve acesso a um rascunho do roteiro da obra, que retrata Bolsonaro como um candidato “azarão” que promete quebrar o sistema corrupto do Brasil em 2018. A trama mistura figuras políticas e personagens fictícios.
O grande vilão da obra é Paulo Pontes, apelidado de “Cicatriz”, descrito no roteiro como um ex-marxista e traficante preso por Bolsonaro em 1985 que fugiu do país, fez cirurgias plásticas e retornou como um empresário corrupto buscando vingança.
Ele usa o seu principal capanga, Tato, para contratar Aurelio Barba (personagem que representa Adélio Bispo, responsável pelo atentado contra o ex-presidente) para esfaquear Bolsonaro por R$ 10 mil.
Segundo o roteiro, ao descobrir que Bolsonaro continua vivo após a facada, Paulo Pontes exige que Tato termine o serviço no hospital. Tato, por sua vez, leva capangas armados para espancar apoiadores do lado de fora e tentar invadir o local onde Bolsonaro está internado. Contudo, ele é impedido por seguranças.
Além disso, o rascunho diz que, no dia em que Bolsonaro deixa o hospital, Tato volta armado para uma nova tentativa de matar o ex-presidente, mas novamente é impedido, desta vez por uma jornalista. Depois, Tato foge, mas é morto por um policial.
O filme termina com a eleição de Bolsonaro como presidente. Os últimos trechos do rascunho também apresentam a figura de um juiz da Suprema Corte, retratada de maneira sombria, conspiratória e alinhada aos vilões do filme.
No final do roteiro, enquanto a posse presidencial de Bolsonaro é transmitida na televisão, Paulo Pontes organiza uma reunião secreta em sua casa com um grupo de homens influentes. Entre esses homens, destaca-se um indivíduo descrito como magro, careca, sério e com um comportamento arrogante, com o texto insinuando que ele seria um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Produção
O longa é inspirado no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias. A produção executiva é comandada por Eduardo Verástegui, conhecido internacionalmente pelo sucesso de Sound of Freedom. No Brasil, a produção está a cargo da GoUp Entertainment.
As gravações começaram em setembro de 2025 e tiveram como primeira locação o Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo. O ator Jim Caviezel permaneceu cerca de três meses no Brasil participando das filmagens.
Filmado integralmente em inglês, Dark Horse foi concebido para alcançar o mercado internacional e ampliar o alcance da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro.
Mario Frias assina roteiro
Além de trabalhar na produção, Mario Frias também assina o roteiro do filme. O parlamentar comandou a Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro, entre 2020 e 2022. A direção é do cineasta americano Cyrus Nowrasteh.
Segundo Frias, Dark Horse é uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada exclusivamente com recursos privados e com elenco internacional. O deputado afirma que o projeto pretende retratar Bolsonaro como “o maior líder político brasileiro do século XXI” e aposta no potencial comercial do longa após a estreia.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













