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Tortura, homicídio e tráfico: Interpol conta com 80 brasileiros na lista vermelha de procurados

Na sexta-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes pediu a inclusão do empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes pediu inclusão do empresário Ricardo Magro na lista vermelha da Interpol.
  • Atualmente, 80 brasileiros estão entre os 6.437 procurados internacionais pela Interpol.
  • Cursos de crimes relacionados incluem homicídio, tráfico de drogas e violência sexual.
  • A maior parte dos procurados é masculina, com predominância de acusação por crimes graves.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lista vermelha da Interpol facilita troca de informações entre autoridades PF/Divulgação

O pedido da Justiça brasileira para incluir o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, na lista de difusão vermelha da Interpol não é um caso isolado. Atualmente, ao menos 80 brasileiros estão entre os 6.437 procurados internacionais da organização.

A inclusão de Magro foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes no âmbito da operação São Refino, da Polícia Federal, que teve como alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o empresário, que vive nos Estados Unidos desde 2016.


A lista da Interpol já reuniu outros nomes conhecidos da política brasileira, como a ex-deputada federal Carla Zambelli — que fugiu do Brasil após ser condenada pelo STF por invadir os sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) — e o ex-deputado Paulo Maluf — que entrou na lista por duas condenações nos Estados Unidos, uma por fraude e outra por roubo.

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Lista de brasileiros

Os brasileiros incluídos na lista da Interpol são procurados por crimes como homicídio, tráfico internacional de drogas, violência sexual contra crianças, associação ao tráfico, estupro de vulnerável, organização criminosa e adulteração de provas.


A maioria dos nomes na difusão vermelha é de pessoas com mais de 40 anos. Entre os homens — que somam 72 dos 80 brasileiros procurados — predominam acusações relacionadas a abuso sexual, homicídio, feminicídio, ofensas sexuais e roubo qualificado.

As mulheres representam oito casos na lista e respondem por crimes como homicídio, tortura, tráfico de drogas, participação em organização criminosa, ocultação de cadáver e homicídio qualificado.


Com a inclusão, a pessoa pode ser presa em qualquer um dos 196 países Reprodução/Interpol

Lista de difusão vermelha da Interpol

A lista de difusão vermelha da Interpol é um instrumento que facilita a troca de informações entre autoridades de diferentes países. Entre elas estão:

  • Informações para identificar a pessoa procurada, como nome, data de nascimento, nacionalidade, cor do cabelo e dos olhos, fotografias e impressões digitais, se disponíveis;
  • Informações relacionadas ao crime pelo qual são procurados, que normalmente pode ser assassinato, estupro, abuso infantil ou assalto à mão armada.

O alerta emitido a um foragido internacional deve se basear em um mandado de prisão ou ordem judicial expedida pelas autoridades do país que solicitou a inclusão da pessoa na lista.


Apesar de a Interpol ser responsável pelo sistema, não cabe à organização procurar um indivíduo, sendo isso função de um país ou tribunal internacional.

“A Interpol não pode obrigar as autoridades policiais de nenhum país a prender alguém que seja alvo de um Alerta Vermelho. Cada país membro decide qual valor legal dá a um Alerta Vermelho e a autoridade de seus agentes da lei para efetuar prisões”, afirma a instituição.

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