Trabalho por plataformas digitais cresce 36,8% e chega a 1,8 milhão de pessoas no Brasil
Número de trabalhadores dessa modalidade saltou de 1,3 milhão para 1,8 milhão entre 2022 e 2025
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em três anos, o Brasil teve um aumento de 36,8% no número de pessoas que usavam plataformas digitais de serviço como trabalho único ou principal. O índice, referente aos anos de 2022 e 2025, mostra um salto de 1,3 milhão para 1,8 milhão de trabalhadores ligados a este formato. No ano passado, o montante representava 2% do total de pessoas ligadas ao setor privado, formado por 89,6 milhões.
Desse grupo, a maior parte trabalhava com aplicativos de transporte particular. Na sequência, aparecem os aplicativos de entrega de comida, produtos e outros.

Em relação aos trabalhadores que usam as plataformas digitais como trabalho principal, a maioria exercia serviços de transporte particular de passageiros, que, em seu conjunto, correspondiam a 57,5% do total, mostram dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (4).
Os homens se destacam entre aqueles que trabalhavam por meio de plataformas digitais, chegando a 2,9% entre aqueles do setor privado. Já as mulheres chegaram a 0,8%.
Renda mensal x escolaridade
De acordo com o IBGE, em média, a renda mensal real para os trabalhadores digitais foi de R$ 3.147 em 2025. Já no caso daqueles que têm um emprego comum, o valor foi de R$ 3.148.
Na pesquisa, o instituto aponta que existe uma desproporção quanto ao nível de instrução entre os rendimentos dos trabalhadores plataformizados e não plataformizados. O mesmo ocorre com as ocupações que são exercidas predominantemente.
“Esses fatores poderiam explicar, parcialmente, eventuais diferenças no rendimento médio entre esses dois grupos de trabalhadores, razão pela qual se buscou avaliar os diferenciais de rendimentos habituais entre plataformizados e não plataformizados, considerando-se o nível de instrução”, diz o IBGE.
Em grupos sem instrução e com ensino fundamental incompleto, os trabalhadores por aplicativo de serviços apresentaram rendimento médio 33% maior que o dos demais trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade. Já entre aqueles com ensino fundamental completo ou ensino médio incompleto, a diferença era de 24,5%, também favorável aos trabalhadores plataformizados.
“Como uma possível explicação para essa disparidade no rendimento médio entre plataformizados e não plataformizados nos níveis mais baixos de escolaridade, citam-se as diferenças no perfil ocupacional entre esses dois grupos. Os trabalhadores por aplicativo registravam uma participação bastante elevada nas ocupações de condutores de veículos e uma menor participação, quando comparados aos demais ocupados, de pessoas que exerciam ocupações elementares, o grupamento ocupacional historicamente de menor rendimento médio”, explica o instituto.
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