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Veto de Lula à desoneração pode gerar aumento de mais de R$ 0,30 na tarifa de ônibus, diz associação

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, custos do segmento devem aumentar 6,78% 

Brasília|Do R7, em Brasília

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Fim da desoneração deve gerar aumento nas tarifas
Fim da desoneração deve gerar aumento nas tarifas

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) afirmou nesta sexta-feira (24) que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à continuidade da desoneração dos segmentos que mais empregam no país deve gerar um aumento de 6,78% nos custos do setor de transporte coletivo por ônibus urbano. 

Segundo a associação, como consequência do veto, deve haver um reajuste médio das tarifas para o passageiro de até R$ 0,31. "Atualmente, o valor médio da tarifa nacional está em torno de R$ 4,60 e, portanto, pode ultrapassar R$ 4,91 em função do veto", disse a NTU.


Ainda de acordo com a entidade, a reoneração deve afetar também a manutenção dos 328 mil empregos diretos gerados pelo segmento, que já foi impactado pela pandemia de Covid-19. "A pandemia provocou a redução de até 80% no número de passageiros transportados e perdas acumuladas de R$ 36 bilhões, que acarretaram o fechamento de 77,9 mil postos de trabalho nos últimos três anos", informou a associação. A NTU acrescenta que "a prorrogação [da desoneração] é, também, fundamental para ajudar na recuperação das empresas operadoras neste período pós-pandemia".

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Apelo ao Congresso Nacional

A NTU fez um apelo ao Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da prorrogação da desoneração. A desoneração da folha do setor de transporte público por ônibus urbano vem sendo aplicada desde 2013 e substitui a contribuição previdenciária patronal, que corresponde a 20% sobre a folha de salário dos trabalhadores por uma alíquota de 2% sobre o faturamento bruto das empresas.

Segundo a entidade, com a desoneração, há uma redução de 6,78% nos custos totais do transporte público, já que a mão de obra é o principal item de gasto da operação. "A redução do custo foi repassada para as tarifas públicas e impactou positivamente no bolso dos passageiros."

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