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Wellington Dias: ‘Tirar uma pessoa da fome é só o começo, é preciso muita eficiência na parte social’

Ministro falou sobre o combate à fome no Brasil durante entrevista exclusiva à RECORD NEWS nesta segunda-feira (6)

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Wellington Dias destacou que o Brasil saiu novamente do mapa da fome da ONU em 2025.
  • A fome infantil recuou quase 30% em um ano, com políticas sociais eficientes sendo fundamentais.
  • Mais de 20 milhões de brasileiros foram tirados da pobreza, com foco em emprego e educação para alcançar a classe média.
  • A elevada taxa de juros e conflitos globais são preocupações que podem reverter os avanços no combate à fome e à pobreza.

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Em 2025, o Brasil saiu novamente do mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas). Em março, o governo federal anunciou que a fome infantil recuou quase 30% no país em um ano. Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS desta segunda-feira (6), o ministro Wellington Dias, chefe da pasta do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comentou a luta atual do Brasil contra a insegurança alimentar.

Tirar uma pessoa da fome é só o começo; é preciso muita eficiência na parte social”, disse.


Wellington Dias usando terno azul, camisa branca e gravata vermelha, com fone de ouvido; fala diante de câmeras em um estúdio de notícias
Ministro Wellington Dias ressalta importância da educação para garantir empregos Reprodução/Record News

“Já alcançamos, em 2023 e 2024, 14 milhões de brasileiros que saíram da pobreza e da miséria. Agora, devemos ter alcançado mais de 20 milhões com o ano de 2025 e uma parte, que é o que é mais animador, indo para a classe média alta, principalmente pela educação, que abre porta para empregos melhores”, ressaltou Dias sobre a segurança de não voltar para o mapa da fome.

“Digo que uma política nova nesse terceiro mandato do presidente Lula é trabalhar o desenvolvimento social como parte estratégica do desenvolvimento econômico, ou seja, à medida que milhões de pessoas vão para o emprego, o Brasil alcançou próximo de 5 milhões de pessoas que em 2022 estavam no desemprego e agora estão trabalhando como empregados”, apontou.


Segundo o ministro, uma das principais preocupações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, co-presidida pelo Brasil e pela Espanha, são os conflitos. A guerra “coloca em risco ter 40 milhões de pessoas voltando à miséria, voltando à fome, voltando à pobreza. A guerra se espalhou em vários países, em várias regiões do mundo, e ela afeta, afeta o preço do alimento, ela afeta o preço de várias coisas que são necessárias ao ser humano”, ressaltou.

Dias esclareceu as mudanças feitas nos benefícios, como Bolsa Família e Cadastro Único, para incentivar mais o trabalho. “O Cadastro Único é moderno, cruzamos dados e, quando perde o emprego, ele não volta mais para a fome e para a pobreza. Volta para o benefício. Isso é que está estimulando o trabalho”, disse.


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Sobre o crescente endividamento, o ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome apontou que “a taxa de juros elevada voltou a trazer milhões de pessoas que tinham saído com o programa Desenrola do endividamento, voltando para o endividamento. É o custo do cartão de crédito, é o custo do cheque especial, é o custo nas compras a prazo. E isso consome uma parte da renda”.

Para ele, cabe ao Banco Central “identificar que juros altos, no momento, representam um instrumento forte que prejudica principalmente os mais pobres, mas também são uma trava para um crescimento que poderia ser maior de um país como o Brasil, que quer crescer, quer oportunidades”.

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