Logo R7.com
RecordPlus

Aceleramos: Chevrolet Agile muda menos do que deveria

Hatch compacto aposta no visual para seduzir, mas preço e projeto podem frear sucesso

Carros|Diogo de Oliveira, do R7, em Indaiatuba/SP*

  • Google News
Redesenhado, Chevrolet Agile chega para tentar recuperar o espaço perdido em um segmento em plena ebulição
Redesenhado, Chevrolet Agile chega para tentar recuperar o espaço perdido em um segmento em plena ebulição
Parte mais modificada, nova dianteira ficou harmoniosa
Parte mais modificada, nova dianteira ficou harmoniosa
Traseira sofreu mudanças mais discretas e segue quase igual
Traseira sofreu mudanças mais discretas e segue quase igual
Volante é a principal novidade do interior do hatch
Volante é a principal novidade do interior do hatch

"Espelho, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?" Sim, a famosa frase da rainha má no clássico infantil Branca de Neve e os Sete Anões diz muito sobre o novo Chevrolet Agile. Relançado após quatro anos de sucesso nas vendas, o hatch compacto agora terá missão bem mais complicada do que quando estreou, em outubro de 2009.

A beleza sem dúvida é algo decisivo nos carros e o Agile, que nunca foi lindo, agora exibe desenho mais harmonioso e atraente. Mas e o resto? Bom, no primeiro contato com o novo modelo, ficou a sensação de que o Chevrolet mudou menos do que deveria. Isso porque a reestilização foi discreta diante das movimentações do segmento.


Só nos 14 últimos meses estrearam a nova geração do Citroen C3, o Fiat Punto e o Ford New Fiesta reestilizados, além de três modelos inéditos: Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Peugeot 208. Todos têm versões na mesma faixa de preços e projetos mais modernos — o que não é tão difícil, já que o Agile usa chassi derivado do Corsa de 1994.

Ou seja, a proposta do novo Agile é a mesma de antes, baseada no custo/benefício, com muitos equipamentos a um preço competitivo (R$ 42.990). Só que o mercado mudou radicalmente e o hatch só teve o visual atualizado. Para não ser injusto, a General Motors encurtou as relações do câmbio manual, para dar agilidade nas saídas.


A versão automatizada Easytronic (R$ 45.490) também conta com a segunda geração do câmbio, mais suave nas mudanças de marcha. Esta passa a oferecer borboletas no volante para fazer as trocas manualmente. Ainda assim, é pouco. Sem grandes mudanças de projeto e mecânica (motor 1.4 flex), o Agile parece negligenciar a concorrência.

A distância do modelo é grande até dentro da linha Chevrolet. O hatch Onix, lançado há um ano, tem plataforma global e é mais moderno por dentro, tanto em design quanto nos recursos. O popular oferece a central multimídia MyLink, que inclui tela sensível ao toque no painel, Bluetooth, entradas USB e auxiliar e permite ver fotos e vídeos.


No Agile, não é possível ter o MyLink porque o painel não permite (o ar-condicionado fica bem ao centro) e porque seria necessário fazer ajustes na arquitetura eletrônica, que é mais simples — o hatch surgiu em uma época em que ainda não existia a oferta desse tipo de equipamento. Tê-lo exigiria modernização maior.

A bordo, a sensação é de que o Agile mudou muito pouco ou quase nada. Se por fora o hatch está mais bonito e moderno, por dentro só o volante é inédito. A peça tem formato mais anatômico e até dá um ar sofisticado ao interior, agora com revestimento todo preto — que, segundo a GM, transmite certo requinte.


Já em movimento, não tem plástica que maquie a idade. A carroceria segue torcendo demais nas curvas fechadas. E esse comportamente não é culpa da suspensão. É a plataforma antiga. O teto alto, que é marca do modelo, também atrapalha o equilíbrio. Já o interior segue espaçoso. Há folgas para pernas e cabeças.

O desempenho não impressiona. Na verdade, deixa a desejar em relação a quase todos os adversários — que usam motores 1.5 e 1.6 flex. O 1.4 do Agile já foi premiado no passado e ainda hoje é digno de elogios. Tem bom torque em baixa rotação. Com o reescalonamento dos câmbios, as acelerações são mais que suficientes na cidade.

Já na estrada em velocidade constante, o motor gira mais alto e sofre um pouco para retomar. (Imagina se o carro estiver cheio de gente e de malas?) Resumindo, o Agile ficou sim mais atraente e deve conquistar fãs de Chevrolet. Mas quem procurar na "vizinhança" verá que o hatch argentino, mesmo renovado, parou no tempo.

VEJA A GALERIA DE FOTOS DO NOVO CHEVROLET AGILE

Ficha Técnica

Chevrolet Agile LTZ 1.4 flex

Motor: Dianteiro, 1.4 16V flex

Potência: 97 cv (G) e 102 (E) a 6.000 rpm

Torque: 13,2 kgfm (G) e 13,5 kgfm (E) a 3.200 rpm

Câmbio: Manual, cinco marchas

Direção: Hidráulica

Suspensão: Independente McPherson na frente, semi-independente com braços oscilantes atrás

Dimensões: 4,06 (comprimento); 1,68 (largura); 1,92 (altura) e 2,54 m (entre-eixos)

Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás; sistema ABS com EBD de série

Rodas: 195/55 R16

Peso: 1.076 kg (ordem de marcha)

Porta-malas: 327 litros

Tanque de combustível: 54 litros

Garantia: 1 ano

Preço: R$ 42.990

Saiba tudo sobre carros! Acesse www.r7.com/carros

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.