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Aceleramos o novo Jeep Compass flex; versão estreia inédito 2.0 Tigershark e aposta em arsenal de segurança

SUV médio produzido em Pernambuco quer desbancar Hyundai ix35, Mitsubishi ASX e cia

Carros|Do R7

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Novo Compass lembra o Grand Cherokee com design mais urbano
Novo Compass lembra o Grand Cherokee com design mais urbano

A partir da primeira semana de novembro, a vida ficará mais difícil para Hyundai ix35 Mitsubishi ASX, os dois SUVs médios que lideram a categoria e são montados no interior de Goiás. A Jeep dará início às vendas do novo Compass, terceiro utilitário a sair da fábrica da FCA de Goiana, que não fica na região central do País, mas em Pernambuco.

A segunda geração do Compass vai buscar a liderança do segmento, tal como o Renegade entre os compactos. A diferença é que, além de não existir o líder e arquirrival Honda HR-V, entre os SUVs de médio porte o Compass será o único 100% nacional, com montagem completa no Brasil, desde a moldagem das chapas da carroceria até as peças de acabamento e a mecânica.


Mais que isso, o utilitário da marca norte-americana, que será vendido mundialmente, terá a mais completa gama de equipamentos e motores. As versões de entrada estreiam o inédito 2.0 Tigershark flex, sempre atrelado à transmissão automática de seis marchas, enquanto os modelos mais caros trazem o 2.0 turbodiesel e a caixa automática de nove velocidades.

Traseira tem lanternas com leds e colunas com estilo próprio
Traseira tem lanternas com leds e colunas com estilo próprio

Em conteúdo, o Jeep Compass também jogará pesado para convencer a clientela acostumada a comprar SUVs de marcas asiáticas. Desde a entrada, terá um arsenal eletrônico de segurança: controle de estabilidade (ESC), assistente de saída em ladeiras (HSA), pré-enchimento dos freios (EBP), frenagem de pânico (PBA), anti-capotamento (ERM) e torque dinâmico de esterço (DST).


Essa sopa de letrinhas promete fazer do modelo o mais seguro dentre todos os rivais. E não é só: o Compass também capricha no requinte. A versão básica Sport (R$ 99.990) já traz tudo isso e mais um pouco. Tem direção elétrica, volante e manopla em couro, multimídia com GPS e câmera de ré, sensor de obstáculos e lanternas com leds.

Na cabine, o acabamento é caprichado, com a maioria das peças macias ao toque, algo que não é visto nos adversários. Há de se reconhecer que são poucas as falhas. Até o Renegade pode sofrer uma baixa com sua chegada. Pelos R$ 99.990, o Compass tem uma das melhores relações custo/benefício do segmento. Vai chamar atenção até dos compradores de sedãs médios, que há algum tempo ultrapassaram a barreira dos R$ 100 mil.


Versão flex responderá por nada menos que 70% das vendas do novo Compass; 0-100 km/h leva 10,6 segundos
Versão flex responderá por nada menos que 70% das vendas do novo Compass; 0-100 km/h leva 10,6 segundos

Primeira volta

Neste primeiro contato, escolhemos justamente a versão de entrada. Não é, segundo a Jeep, a que mais venderá. A intermediária Longitude (R$ 106.990) tende a ser a mais emplacada, por oferecer lista mais sofisticada. Esta traz, por exemplo, a multimídia Uconnect com tela de 8,4 polegadas — no modelo mais simples, o visor tem só 5 polegadas.


A versão do meio também incluí ar de duas zonas, chave presencial com partida do motor por botão, leds diurnos nos faróis e rodas de 18 polegadas — na Sport, são de aro 17. Mas é na Limited que a coisa fica sofisticada. Há airbags laterais, de cortina e para os joelhos do motorista, faróis de xenon, bancos em couro, monitor de ponto cedo, sensores de chuva e de luz e tela HD nos instrumentos.

Mas seja qual for o conteúdo, a mecânica flex será decisiva. Segundo a Jeep, responderá por 70% das vendas. E diante disso, havia a necessidade de não errar. Assim, criou-se o inédito 2.0 Tigershark, desenvolvido a partir do 2.4 vendido nos Estados Unidos. Naturalmente aspirado, o novo motor rende 159 cv com gasolina e 166 cv com etanol, sempre a 6.200 rpm.

Criado a partir do 2.0 Tigershark vendido nos EUA, novo 2.0 flex entrega desempenho agradável, mas sem arrojo
Criado a partir do 2.0 Tigershark vendido nos EUA, novo 2.0 flex entrega desempenho agradável, mas sem arrojo

Os torques são de 19,9 kgfm e 20,5 kgfm a 4.000 giros, na mesma ordem. Nas versões flex, a tração é dianteira, o que tira um pouco do "brilho" do Jeep, afinal, estas não serão capazes de encarar uma "pedreira". Seu apelo é claramente urbano, para a "selva de pedras". E nesse sentido, o Compass vai muito bem, sobretudo pelo conforto a bordo.

No breve teste drive pelo litoral paulista, o rodar suave e o silêncio na cabine se impuseram. A montadora reforçou o isolamento acústico de forma a neutralizar quase todos os ruídos, incluindo o ronco do motor, que pouco se ouve. Já a suspensão tem a maciez ideal, preservando o equilíbrio dinâmico, que se mostrou exemplar, ajudado pela elevada rigidez da carroceria.

A sensação de requinte é potencializada pelos materiais empregados. O painel é quase inteiro macio ao toque. Mesmo os forros das portas são acolchoados onde se apoiam os braços. Mas, tal como o Renegade, faltou caprichar na quantidade de porta-objetos, especialmente no console entre os bancos. Pelo preço, a tela de 5 polegadas também desaponta.

Acabamento da cabine é um dos pontos altos do SUV, com materiais macios; tela multimídia menor é ponto fraco
Acabamento da cabine é um dos pontos altos do SUV, com materiais macios; tela multimídia menor é ponto fraco
Versão Sport não tem o telão central em HD nos instrumentos
Versão Sport não tem o telão central em HD nos instrumentos

Mesmo assim, o Compass convence melhor que alguns adversários no acabamento e na mecânica. O motor 2.0 Tigershark foi pouco exigido neste primeiro contato, mas deixou ótima impressão. Ao contrário do Renegade, que parece pesado para o 1.8 Etorq, o SUV médio transmite leveza em movimento. É mais ágil nas acelerações e retomadas, apesar de não esbanjar fôlego.

A engenharia da FCA preocupou-se em oferecer bom torque em giros baixos e o mínimo de vibração. A durabilidade e o consumo também pesaram. Dezenas de componentes foram trabalhados individualmente, para otimizar o desempenho em cargas parciais, quando o acelerador é parcialmente acionado — condição de 98% das situações de uso.

De quebra, o motor recebeu um sistema de partida a frio, que dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina. O resultado é que 86% do torque é despejado já a 2.000 rotações, contribuindo para essa sensação de leveza. Segundo a Jeep, a durabilidade é de 240 mil km, com 0-100 km/h feito em 10,6 segundos e máxima de 192 km/h.

Consumo é um dos pontos fracos do novo Compass, que chega a fazer só 5,5 km/l de média na cidade com etanol
Consumo é um dos pontos fracos do novo Compass, que chega a fazer só 5,5 km/l de média na cidade com etanol

Nesse contexto, a transmissão automática de seis marchas ajuda bastante. É uma das melhores do mercado, com trocas suaves e imperceptíveis. Só o consumo desaponta. Pelos dados oficiais, são 5,5 km/l e 7,2 km/l na cidade, e 8,1 km/l e 10,5 km/l na estrada, sempre com etanol e gasolina. Os números podem até variar, mas por ser um motor novo, deveriam ser melhores.

De toda forma, pelo conjunto, o Compass chega para incomodar os adversários, e deve se destacar. Além do novo 2.0 flex, é o único a oferecer motor turbodiesel (até 170 cv) e uma transmissão de nove marchas. Também é o único com sistemas avançados de segurança, como monitor de mudança involuntária de faixa, farol alto automático e alerta de colisão frontal.

Isso tudo sem falar no espaço interno. São 410 litros no porta-malas e até 1.191 litros com o banco traseiro rebatido. Na comparação com o Renegade (260 litros), é razoavelmente maior. São 4,42 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,64 m de entre-eicos — o SUV compacto mede 4,23 m, 1,80 m, 1,66 m e 2,57 m, na mesma ordem.

Numa análise geral, o novo Jeep Compass vem "matador" porque precisa vencer uma legião de rivais, que além de Hyundai ix35 e Mitsubishi ASX, tem Kia Sportage, Honda CR-V, Toyota RAV4 e Volkswagen Tiguan. Nas versões mais caras (até R$ 172.190), brigará com luxuosos como Audi Q3, BMW X1, Mercedes-Benz GLA, Land Rover Discovery Sport e Volvo XC60.

FICHA TÉCNICA

Jeep Compass Sport 2.0 flex A/T6

Motor: 2.0 16V, comando duplo variável, flex

Potência: 159/166 cv a 6.200 rpm

Torque: 19,9/20,5 kgfm a 4.000 rpm

Transmissão: Automática sequencial, seis marchas

Direção: Assistência elétrica; tração dianteira (4x2)

Suspensão: Independente McPherson na dianteira e na traseira, com barras estabilizadoras

Pneus e rodas: 225/60 R17

Freios: Discos ventilados na frente, e sólidos atrás

Peso: 1.527 kg (ordem de marcha)

Dimensões: 4,41 metros (comprimento); 1,82 m (largura); 1,63 m (altura); 2,63 m (entre-eixos)

Capacidade do porta-malas: 410 litros; até 1.191 litros com o banco traseiro rebatido

Tanque de combustível: 60 litros

Preço base: R$ 99.990

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