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Stellantis anuncia plano com 60 novos carros até 2030; Jeep, Fiat e Ram ganham prioridade

Batizado de FaSTLAne 2030, o programa prevê investimentos de € 60 bilhões ou R$ 348 bilhões em valores convertidos

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Fábrica da Jeep na Europa Stellantis/Divulgação

A Stellantis apresentou nesta quinta-feira (21) seu novo plano estratégico global para os próximos cinco anos e deixou claro que pretende acelerar a tomada de decisões iniciada após a troca de comando. Batizado de FaSTLAne 2030, o programa prevê investimentos de € 60 bilhões ou R$ 348 bilhões em valores convertidos até o fim da década, mais de 60 lançamentos globais e uma reorganização profunda das marcas, plataformas e parcerias industriais do grupo. O anúncio marca o primeiro grande movimento estratégico sob liderança de Antonio Filosa e surge em um momento em que o grupo busca recuperar ritmo em mercados importantes como Estados Unidos e Europa após um período de desaceleração operacional e pressão por rentabilidade.


Fábrica da Jeep na Europa Stellantis/Divulgação

Na prática, o conglomerado dono de marcas como Jeep, Fiat, Ram, Peugeot, Citroën, Alfa Romeo e Maserati decidiu concentrar esforços onde vê maior retorno financeiro.Pelo novo desenho, 70% dos investimentos em produtos e marcas serão direcionados para Jeep, Ram, Peugeot, Fiat e para a divisão comercial Pro One. Marcas regionais como Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo continuam ativas, mas passam a aproveitar mais plataformas e tecnologias compartilhadas. Já DS e Lancia terão posicionamento mais nichado, enquanto a Maserati receberá dois novos modelos do segmento E para reforçar sua presença no luxo.

Fastlane 2030 Stellantis/Divulgação

O plano também mostra que a Stellantis está abandonando a ideia de investir separadamente em muitas arquiteturas diferentes. Dos € 60 bilhões previstos, mais de € 24 bilhões serão destinados ao desenvolvimento de plataformas globais, novos conjuntos mecânicos e tecnologias embarcadas. A meta é que até 2030 metade do volume global seja produzida sobre apenas três arquiteturas principais, incluindo a inédita STLA One, desenvolvida para receber diferentes tipos de propulsão e reduzir custos industriais. 60 novos produtosNa ofensiva de produto, o grupo promete uma combinação ampla de tecnologias. Até o fim da década estão previstos 29 elétricos puros, 15 híbridos plug-in ou elétricos de autonomia estendida, 24 híbridos convencionais e dezenas de modelos com motores térmicos e sistemas eletrificados leves. O objetivo é manter liberdade de escolha em mercados que avançam em ritmos diferentes na transição energética.


Peugeot 208 fábrica Peugeot/Divulgação

A inteligência artificial também entra como peça central do projeto. A companhia confirmou três pilares tecnológicos próprios que começam a estrear a partir de 2027: STLA Brain, para arquitetura de software; STLA SmartCockpit, voltado à experiência digital; e STLA AutoDrive, plataforma de condução autônoma. A expectativa é que 35% dos veículos vendidos tenham ao menos uma dessas tecnologias até 2030, percentual que deve superar 70% em 2035.

Fiat fábrica
Fiat fábrica Fiat Divulgação

Outro ponto que chama atenção é o aprofundamento das alianças industriais. A Stellantis confirmou expansão da cooperação com a Leapmotor, novos movimentos com a Dongfeng Motor para produção de modelos Peugeot e Jeep na China e planos de colaboração na Europa. Também foram citadas aproximações com Jaguar Land Rover, Tata Motors e empresas de tecnologia como Qualcomm, NVIDIA, Wayve, Mistral AI e CATLPara a América do Sul, o plano traz uma sinalização importante. A Stellantis projeta crescimento de 10% na receita regional até 2030, sustentado pela manutenção da liderança em Brasil e Argentina, expansão no segmento de picapes e aumento da presença em outros mercados latino-americanos.


Na prática, o FaSTLAne 2030 indica uma Stellantis mais seletiva no uso do capital, menos dependente de apostas isoladas em elétricos e mais aberta a compartilhar custos com parceiros chineses e empresas de tecnologia — uma estratégia que pode influenciar diretamente os próximos ciclos de produtos de Jeep, Fiat, Ram e Peugeot no Brasil.

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