Aceleramos o novo Mini Cooper, já disponível nas lojas brasileiras a partir de R$ 89.950
Terceira geração representa a maior evolução do hatch retrô desde a sua recriação, em 2001
Carros|Diogo de Oliveira, do R7

A carinha simpática, inspirada no hatch ícone dos anos 60 na Europa, é praticamente a mesma. Mas o carro é outro. A terceira geração do Mini Cooper — sob a tutela da BMW — acaba de chegar ao Brasil cinco anos após estrear oficialmente por aqui (em 2009). Maior e bem mais moderno, o modelo sofreu o que pode ser caracterizada como a maior reforma desde a sua recriação, em 2001. Não há parâmetros tecnológicos com a geração anterior.
O novo Mini desembarca inicialmente nas versões Cooper (R$ 89.950) e Cooper S (R$ 113.950), com mecânicas inéditas e altamente sofisticadas. A configuração "base" usa um 1.5 16V TwinPower Turbo a gasolina, com 136 cv de força a 6.000 rpm e 22,4 kgfm de torque — disponíveis dos 1.250 até os 4.000 giros. Já o modelo topo de linha traz um 2.0 16V TwinPower Turbo com 192 cv e expressivos 28,5 kgf de torque entre 1.250 e 4.700 rpm.
Estes dois motores possuem sistema de injeção direta de gasolina, comando variável de válvulas (tempo e abertura) e turbocompressor com coletor duplo. Virão acoplados ao câmbio automático sequencial de seis marchas, enquanto a transmissão manual de seis ficará restrita ao Mini One, modelo de entrada que chega em novembro. Este usará um 1.2 litro de três cilindros capaz de gerar 102 cv e 18,5 kgfm dos 1.400 e 4.000 giros.
Na apresentação desta terceira geração, a equipe da Mini do Brasil usou o termo "reinvenção de um ícone", o que, obviamente, é bem marketeiro. Mas as evoluções promovidas no hatch de fato representam uma reinvenção. Apesar de o desenho manter os traços característicos, o novo Mini Cooper cresceu bem no tamanho, ganhou suspensão adaptativa e recursos como o Head-Up Display, que projeta informações de bordo acima do volante.
Ícone dos anos 60, o Mini Cooper renascido em 2001 (sob tutela da alemã BMW) é um carro da moda. Faz o tipo vintage, inspirado no original de 1959. Nesta nova geração, o hatch consegue entregar o tal "Go Kart feeling" com mais conforto e sofisticação. ...
Ícone dos anos 60, o Mini Cooper renascido em 2001 (sob tutela da alemã BMW) é um carro da moda. Faz o tipo vintage, inspirado no original de 1959. Nesta nova geração, o hatch consegue entregar o tal "Go Kart feeling" com mais conforto e sofisticação. Equipamentos como o Head-Up Display e o controle de cruzeiro adaptativo, que é capaz até de frear o carro sozinho, mostram que o hatch inglês vem forte. O Cooper S traz um 2.0 turbo de 192 cv. LEIA MAIS
Conforto está maior
Um dos pontos críticos do Mini Cooper anterior era o espaço interno. Apertado na cabine, o modelo mal levava dois adultos no banco traseiro. Os espaços para pernas e cabeça eram mínimos. Agora, a história é outra. O hatch cresceu 0,7 cm na altura, 2,6 cm na largura, 2,8 cm na distância entre-eixos e 9,8 cm no comprimento. Com este incremento, a cabine está sensivelmente mais agradável, e o porta-malas passou de 160 para 211 litros.
Outra evolução marcante no novo modelo é a suspensão. Agora os conjuntos trazem amortecedores adaptativos, que permitem ao motorista escolher dois ajustes, normal ou esportivo. Estes funcionam associados aos programas de condução, que são três: MID (padrão), Green (ecológico) e Sport. No modo normal e no "verde", a suspensão é surpreendentemente macia, enquanto no Sport os conjuntos ficam rígidos como no Cooper anterior.
Foguete de bolso
A Mini trabalhou para deixar o Copper mais macio, o que era esperado, já que muitos consideravam o modelo anterior "duro demais" para as ruas brasileiras. Mas a montadora, por outro lado, não poderia abrir mão dessa agressividade que marcou a segunda geração. Por isso, desta vez o hatch inglês apresenta nuances interessantes que variam de acordo com a versão. Neste primeiro contato, experimentamos o Cooper e o Cooper S.
Responsável por modestos 9,6% das vendas da Mini no Brasil, o Cooper é a versão que promete surpreender mais, já que o novo motor 1.5 turbo de 136 cv entrega performance de alto nível por menos de R$ 90 mil. São 7,8 segundos para arrancar de zero a 100 km/h, com velocidade máxima de 210 km/h. E não é só: com o modo Sport acionado, a versão intermediária lembra o antigo Cooper S, com roncos mais encorpados e arrancadas ferozes.
A diversão extrema (digna do "Go Kart feeling", sensação de estar ao volante de um kart), no entando, seguirá no Cooper S, que representa nada menos que 70,2% das vendas nacionais. Este é apimentado a todo momento, ficando extremamente nervoso no modo Sport, com arrancadas de tirar o fôlego. O mais surpreendente é que, mesmo na configuração mais nervosa, o novo Mini Cooper é sensivelmente superior em conforto e maciez.
Também vale destacar todo o trabalho feito no interior e na lista de equipamentos. O carrinho ganhou itens interessantes para a briga que vai travar com modelos como os Citroën DS3/DS4, o Volkswagen Fusca e mesmo o Golf GTI. Além do Head-Up Display, o Cooper passa a oferecer ar-condicionado de duas zonas, acabamento emborrachado em todo o painel e uma parafernália de recursos de segurança ativa e passiva.
A versão Cooper S Top, a mais cara de todas, com preço sugerido de R$ 124.950, concentra obviamento os recursos mais modernos. Entre os itens inéditos, destaque para o VACC, controle de cruzeiro adaptativo, que trabalha com câmeras e sensores para frear o carro sozinho, caso perceba risco de colisão e inatividade do motorista. Também é nesta versão que aparecem os anéis de LEDs nos faróis e nas lanternas.
Por enquanto, o Cooper S será vendido a partir de R$ 113.950, na configuração Exclusive com o sistema de navegação. Em agosto, a configuração passa a vir também sem a central multimídia, partindo dos R$ 107.950 anunciados no lançamento. Durante o curto contato com esta nova geração, em circuito fechado em Indaiatuba (SP), ficou a sensação de que o Mini Cooper conquistará ainda mais clientes fiéis.
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