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Controle de estabilidade será obrigatório em todos os veículos novos no Brasil a partir de 2020

Recurso eletrônico ajuda a corrigir trajetória dos carros em situações de emergência

Carros|Do R7

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Os primeiros controles eletrônicos de estabilidade/tração foram desenvolvidos na década de 1980
Os primeiros controles eletrônicos de estabilidade/tração foram desenvolvidos na década de 1980
Nova lei terá de analisar a desativação do ESP, hoje disponível
Nova lei terá de analisar a desativação do ESP, hoje disponível

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou em sua última reunião de 2015, realizada nesta quarta-feira (16), resolução que torna obrigatório o controle eletrônico de estabilidade nos carros novos a partir de 2020. A decisão será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, e, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), sua aplicação terá duas fases.

A primeira tornará o item obrigatório nos veículos novos, incluindo modelos inéditos e versões atualizadas de carros que estão em linha. Depois, em 2022, o recurso terá de vir instalado em toda a frota, passando a incluir os automóveis e comerciais lançados antes da lei vigorar. Hoje, a Proteste estima que entre 5% e 10% dos modelos novos já oferecem o programa eletrônico.


Toyota Corolla Altis, o mais caro, ainda não oferece ESP de série
Toyota Corolla Altis, o mais caro, ainda não oferece ESP de série

Sistema pode evitar capotamento

Para quem não conhece, o controle eletrônico de estabilidade é um recurso de segurança ativa que entra em ação por conta própria quando percebe risco de perda de trajetória do veículo. Sensores medem a velocidade de rotação das quatro rodas e, quando percebem disparidade entre elas, aplicam os freios ou repartem o torque individualmente, para retomar a trajetória correta.


Na prática, o ESP/ESC (siglas de Electronic Stability Program/Control) pode evitar um capotamento na estrada, situação mais propícia para a perda do controle da direção. Em uma curva acentuada, se o veículo ameaçar perder a dianteira ou a traseira e rodar, o programa de estabilidade leva milésimos de segundos para ler os parâmetros e entrar em ação, evitando acidentes graves.

Carros até R$ 2.000 mais caros


Como toda tecnologia agregada, o ESP vai pesar no bolso do consumidor. A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) estima que os veículos ficarão entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mais caros com o recurso. O aumento será equivalente ao estimado pela Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos) para a adoção de ABS e air bags frontais, obrigatórios desde 2014.

A questão agora será analisada pelas entidades e empresas, uma vez que o ESP exige a presença do ABS mais moderno, com quatro canais. Ainda há modelos que usam versões com apenas dois canais do sistema que impede o travamento das rodas. Ou seja, até 2020, todos os veículos também deverão ter o ABS mais potente, para dividir sua ECU (Unidade de Comando) com o ESP.


AUTO PAPO

A falta que o controle de estabilidade faz

Lá fora, sistema já é obrigatório

Embora seja um baita avanço para a segurança veicular, a adoção do controle de estabilidade no Brasil ocorrerá com bastante atraso em relação aos países desenvolvidos. Nos mercados europeu, japonês e norte-americano, a exigência do item foi determinada há alguns anos. No caso dos Estados Unidos, além de ABS, air bags e ESP, a câmera de ré também passou a ser obrigatória em SUVs.

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