Ações da Petrobras caem mais de 5% e puxam Bovespa para baixo
Índice fechou em baixa de 3,73%, a 48.001 pontos, nível mais baixo desde 26 de março
Economia|Do R7

A bolsa brasileira renovou sua mínima desde março nesta sexta-feira (12), com a nova baixa no preço do petróleo provocando um movimento global de aversão ao risco e corroborando preocupações do mercado quanto ao cenário desfavorável para as commodities, às quais as empresas da Bovespa tem forte exposição.
Contribuíram para a baixa o preço das ações da Petrobras. A preferencial da estatal perdeu 6,56% e fechou no menor patamar desde julho de 2005, a R$ 10,11. No mês, o papel acumula perda de 21. Os papéis ordinários da empresa, por sua vez, registraram perdas de 5,78%.
O Ibovespa fechou em baixa de 3,73%, a 48.001 pontos, nível mais baixo desde 26 de março. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,5 bilhões de reais.
Na semana, o Ibovespa perdeu 7,68%, seu pior desempenho desde a terceira semana de maio de 2012. No mês, a queda acumulada é de 12,3%.
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O petróleo tipo Brent fechou abaixo de US$ 62 o barril, atingindo novas mínimas em cinco anos em meio a preocupações persistentes com um excesso de oferta global e a perspectiva de demanda fraca.
O índice de referência do minério de ferro com entrega imediata na China, apesar de ter registrado pouca variação nesta sexta-feira, estava próximo da mínima em mais de cinco anos.
"O preço de commodities está indo para um patamar extremamente baixo e sem perspectiva de melhora no curto prazo, o que faz Petrobras e Vale serem as principais perdedoras", disse o economista da Legan Asset Fausto Gouveia.
"As siderúrgicas CSN e Usiminas sofrem o impacto pois têm plantas de minério de ferro e se o minério cai tanto é porque não tem procura por aço", completou.
CSN, Usiminas e Gerdau ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa, com recuo superior a 6%.
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Participantes do mercado têm mostrado preocupações quanto aos retornos dos projetos da estatal no pré-sal, por conta da queda do valor do barril do petróleo, e com o impacto das denúncias de corrupção.
A Petrobras deve publicar nesta sexta-feira o balanço não auditado do terceiro trimestre. Na véspera, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou 36 pessoas, sendo 23 ligadas a seis das maiores empreiteiras do Brasil e um ex-diretor da Petrobras, por crimes envolvendo suposto esquema de corrupção na estatal.
O vencimento de opções sobre ações na segunda-feira colaborou para piorar o desempenho da ação da Petrobras, com agentes do mercado fechando posições para evitar maiores perdas.
Adicionalmente, dados da economia chinesa divulgados pela Agência Nacional de Estatísticas foram pouco animadores. Segundo o economista Hersz Ferman, da Elite Corretora, os números causam preocupações de que a economia do gigante asiático não esteja respondendo aos últimos estímulos do governo. A produção industrial chinesa de novembro cresceu 7,2%, abaixo da expectativa de alta de 7,5%.
Já na ponta positiva do Ibovespa foram destaque as ações da companhia paranaense de energia Copel, com alta de 3,39%, após o Goldman Sachs elevar a recomendação do papel de neutra para compra. O preço-alvo passou de R$ 41 para R$ 45.
A construtora e incorporadora Rossi Residencial ganhou 16%, em um movimento de recuperação de preço após registrar queda de cerca de 40% nos últimos seis dias.
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