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Após 9 reajustes, Banco Central deve encerrar hoje ciclo de alta dos juros

Especialistas esperam que juros permaneçam em 11% ao final da reunião do Copom

Economia|Do R7

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Mesmo com inflação acima do centro da meta, Banco Central deve manter juros básicos em 11% ao ano, dizem especialistas
Mesmo com inflação acima do centro da meta, Banco Central deve manter juros básicos em 11% ao ano, dizem especialistas

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) deve encerrar nesta quarta-feira (28) o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, iniciado em abril do ano passado. Especialistas esperam que os juros permaneçam em 11% ao ano.

Para o diretor-executivo de pesquisas e estudos econômicos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, tendo em vista os atuais indicadores de inflação, bem como o fato do índice de inflação estar bem acima do centro da meta da inflação, deveríamos ter uma elevação da taxa básica de juros.


— Entretanto, como o Banco Central já promoveu nove elevações seguidas da Selic, acredito que o BC vai agora manter inalterada a taxa básica de juros, aguardando todos os efeitos que ainda se farão sentir nos próximos meses.

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De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o discurso dos diretores do Banco Central do Brasil aponta para a interrupção do ciclo de alta justificada pela observação dos efeitos defasados da política monetária sobre a inflação.

— A política monetária acarreta efeitos defasados na economia, em um prazo de seis a nove meses. O Copom irá interromper o processo de elevação dos juros e observar o comportamento da inflação nos próximos seis meses para avaliar se há necessidade de retomar o ciclo de alta dos juros.


O presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato, espera que “o governo colabore para o controle da inflação com uma política fiscal mais austera, baseada na redução dos gastos de custeio, para que o incremento da arrecadação possa ser canalizado para investimentos”.

— Embora a inflação ainda esteja em patamar elevado, esperamos que o Copom mantenha a Selic inalterada porque os aumentos da taxa nos últimos meses impactaram negativamente nas atividades econômicas e devem contribuir para a estabilização dos preços.

Segundo Amato, a pausa na alta dos juros básicos é importante “para evitar que a desaceleração observada na economia se converta em estagnação ou recessão”.

O coordenador do curso de ciências contábeis da Fasm (Faculdade Santa Marcelina), Reginaldo Gonçalves, também acredita que a tendência é de manutenção em 11% ao ano.

— Os aumentos consecutivos da taxa para conter a inflação acabam estimulando a poupança para investidores, tanto de pessoas físicas como de pessoas jurídicas, que buscam a proteção do dinheiro para evitar as perdas ocasionadas por mercados mais arriscados, como por exemplo, a Bolsa.

Futuro

Para Vartanian, alguns fatores preocupam a trajetória futura dos custos na economia como o represamento de preços administrados, o imposto sobre bebidas que foi postergado e as expectativas inflacionárias dos agentes da economia, que exigirá cautela na condução da política monetária por parte do Banco Central do Brasil.

— É bem provável que a inflação encerre o ano de 2014 em 6,5% ou até mesmo ultrapasse o teto da meta.

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