Bolsa volta a cair e fecha março com a maior perde mensal desde 1998
Índice de referência do mercado acionário brasileiro desabou 29,8% neste mês e acumula baixa de 36,8% neste ano
Economia|Do R7, com Reuters

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (31) e acumulou em março o pior desempenho mensal em mais de 20 anos, afetado pela forte aversão a risco que tomou conta dos mercados com a rápida disseminação do novo coronavírus.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,17%, aos 73.019,76 pontos. O volume financeiro superou os R$ 23 bilhões.
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Em março, o tombo foi de 29,8%, maior declínio percentual mensal desde agosto de 1998, ano marcado pela crise financeira na Rússia. No ano, o Ibovespa despenca 36,8%, pior resultado trimestral desde pelo menos 1994.
No último mês, o 'circuit breaker', mecanismo que suspende as negociações quando o Ibovespa registra quedas expressivas a partir de 10%, foi acionado seis vezes, refletindo preocupações com os efeitos da pandemia do Covid-19 mas economias.
Governos do mundo todo anunciaram uma série de medidas de alívio dos efeitos da pandemia na atividade econômica, mas sem muito sucesso ainda no ânimo dos investidores, uma vez que não há trégua no ritmo de contágio e cada vez mais ações de confinamento estão sendo adotadas em vários países.
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A alta acumulada na semana passada, que quebrou uma série de cinco com resultados negativos, trouxe algum alento, mas é consenso que a volatilidade não deve arrefecer, sem sinais claros do 'timing' de qualquer recuperação das economias ainda.
Economistas reduziram projeções para os PIBs, bem como organizações e governos. No mesmo sentido, foram cortadas projeções para os resultados de empresas, com muitas delas também suspendendo suas próprias estimativas para 2020.
"Esse 'bear market' tem sido incomum, não por causa da escala do declínio, mas por causa da velocidade e da volatilidade", avaliaram Peter Oppenheimer e equipe, do Goldman Sachs, em relatório a clientes.















