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UE enviará lista com pedido de informações adicionais sobre carnes exportadas

Brasil terá duas semanas para devolver informações para reanálise do bloco europeu, segundo secretário do Ministério da Agricultura

Agência Estado

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A União Europeia enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais sobre a exportação de carnes.
  • O Brasil tem duas semanas para responder e garantir o cumprimento de regulamentos de sanitários.
  • O país foi retirado da lista de fornecedores autorizados pela UE devido a questões relacionadas ao uso de antimicrobianos.
  • O governo brasileiro busca reverter a decisão antes que ela entre em vigor, com exportações de aproximadamente US$ 1,8 bilhão anuais para a UE.

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Medida validada por Estados-Membros estabelece quais países poderão acessar mercado europeu Jana Rodenbusch/Reuters – Arquivo

A UE (União Europeia) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais a serem respondidas pelo país sobre questões sanitárias que envolvem a exportação de produtos de origem animal. A medida ocorre após o bloco retirar a nação da lista de fornecedores desses itens, a partir de 3 de setembro.

O Brasil terá cerca de duas semanas para devolver as informações para reanálise do bloco europeu, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.


“A UE concordou em estratificar as questões por tipo de proteína, pois são estágios diferentes e formas de produção diferentes. Eles também enviarão uma lista de informações para que o país dê garantias adicionais do cumprimento do regulamento de antimicrobianos”, detalhou Rua à reportagem.

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A questão ficou definida durante reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.


“Houve compromisso por parte da UE em analisar o tema de maneira célere. Com avaliação baseada em ciência e racionalidade, teremos condição para que o Brasil volte à lista”, acrescentou Rua.

Contexto da decisão

Na terça-feira (12), a UE publicou uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos com essa origem para o bloco. A relação excluiu o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária.


Validada pelos Estados-Membros, a medida estabelece, portanto, quais países continuarão a acessar o mercado europeu a partir de 3 de setembro, de acordo com o regulamento em vigor.

O Brasil ainda terá de dar garantias de que não faz uso dessas substâncias com fim no crescimento ou no rendimento dos animais, segundo a decisão sanitária europeia.


A medida decorre do resultado de uma votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. O pleito terminou com uma aprovação pela atualização dessa lista, que envolve a importação pela UE de carnes, ovos, mel e animais.

Sem prazo, por enquanto

Agora, o governo brasileiro, que negociava o tema desde outubro do ano passado com a União Europeia, busca reverter a medida antes que entre em vigor. O país exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas aos Estados-Membros do bloco.

No Brasil, Luis Rua ainda se encontrou com a embaixadora da União Europeia no país, Marian Schuegraf, para tratar do tema na manhã desta quarta-feira (13).

“Externamos a surpresa e o descontentamento com a forma que a medida se deu, e nosso interesse em encontrar uma solução. Mas a negociação avançou bem, diante do compromisso da UE com uma análise célere. Reforçamos o pedido de prioridade à reavaliação do caso e de que o Brasil seja tratado como bom parceiro comercial”, acrescentou o secretário.

As informações adicionais pedidas pelo bloco europeu ao Brasil têm relação com a sanidade animal e a apresentação de provas de rastreabilidade e segregação na produção destinada aos produtos exportados.

Até o momento, não há prazo para reanálise do tema pela UE. Na avaliação do governo brasileiro, porém, a revisão dessa medida não exige uma nova auditoria do bloco no sistema sanitário nacional, pois está restrita à troca de documentações.

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