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Consumo mensal cai em janeiro, mas tem o melhor desempenho para o mês desde 2001

A diminuição das vendas nos supermercados depois de dezembro é considerada normal, devido às festas de fim de ano e às férias

Economia|Johnny Negreiros, do R7*

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Estímulos do governo à economia favoreceram o resultado, segundo a Abras
Estímulos do governo à economia favoreceram o resultado, segundo a Abras

O consumo nos lares brasileiros teve queda nominal (que não considera a inflação no período) de 14,81% em janeiro de 2023, em relação ao mês anterior.

Mesmo negativo, o resultado é comemorado pelo setor de supermercados, porque foi a menor diminuição nominal e real (descontado o aumento de preços) do mês já registrada desde 2001.


As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (23) pela Abras (Associação Brasileira dos Supermercados), que deu início à pesquisa naquele ano.

O indicador havia apresentado queda de 21,22% em janeiro de 2022 e de 18,45% no mesmo mês de 2021 — em ambos os casos, em relação aos 30 dias anteriores. Vale lembrar que, nesses dois momentos, ainda havia incertezas na economia brasileira por conta das medidas restritivas da pandemia de Covid-19.


Já em comparação a janeiro do ano passado, o desempenho do consumo nos lares do país, no primeiro mês de 2023, foi 1% maior.

Ao longo de todo o ano passado, o consumo nos lares brasileiros cresceu 3,89%. Foi o maior resultado acumulado desde junho de 2021, quando o índice atingiu 4,01%.


Para a Abras, as medidas de estímulo à economia ajudaram no resultado, considerado positivo para o mês, e devem continuar a impactar o cenário neste ano, já que devem permanecer pelo menos até o fim de 2023.

Entre elas está a manutenção do Auxílio Brasil, rebatizado para Bolsa Família, em R$ 600 mensais, e o adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos.


Contribuíram, ainda, para o setor outras medidas:

– o reajuste do salário mínimo (+7,42%), para mais de 60 milhões de pessoas;

– o Vale Gás no valor de 100% do preço médio nacional do botijão de gás de cozinha de 13 quilos (a cada dois meses);

– o resgate do PIS/Pasep (pago de fevereiro a dezembro).

Banco Central

A reportagem do R7 questionou à Abras qual seria o impacto no consumo dos lares brasileiros e no aumento nos preços dos alimentos, se a meta de inflação do BC (Banco Central) fosse alterada para cima, como o presidente Lula tem sugerido.

Nas últimas semanas, o presidente criticou a autoridade monetária por manter a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, em 13,75%. Nesse contexto, chegou a atacar pessoalmente o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e levantou dúvidas sobre a autonomia do órgão.

Em resposta, a Abras se limitou a dizer que “todos nós estamos acompanhando essa questão. Ela tem efeitos que, muitas vezes, não cabe a nós aqui avaliar”.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Mariana Botta.

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