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Dólar abre em queda com recuperação no exterior

Às 9h20, o dólar no balcão mantinha a cotação da abertura, de R$ 2,286

Economia|Do R7

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No mercado futuro, o dólar para dezembro perdia 0,20%, a R$ 2,2985
No mercado futuro, o dólar para dezembro perdia 0,20%, a R$ 2,2985

Os mercados no exterior têm uma manhã de recuperação nesta quarta-feira (6), após os fortes ajustes de terça-feira (5). O ambiente mais calmo lá fora, com recomposição de perdas nas bolsas europeias e recuo dos juros dos Treasuries, contrabalança pontualmente a percepção negativa dos investidores em relação ao quadro fiscal brasileiro, trazendo algum alívio aos negócios. Com isso, o dólar abriu em queda, alinhado com a valorização de moedas consideradas mais arriscadas, como o euro e divisas ligadas a commodities em relação ao dólar.

Às 9h20, o dólar no balcão mantinha a cotação da abertura, de R$ 2,2860 (-0,17%). No mercado futuro, o dólar para dezembro perdia 0,20%, a R$ 2,2985.

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Contudo, o risco de downgrade da nota do País por agências de classificação de risco segue no radar dos investidores, já que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, garantiu, na terça-feira, 5, que a política fiscal do País não mudará em 2014.

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"Alguma mudança de rumo (do câmbio) dependerá dos resultados de indicadores de atividade dos Estados Unidos que saem mais tarde e do discurso de um membro do Federal Reserve", comentou o economista Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil.

Esses dados devem embasar especulações sobre o relatório oficial do mercado de trabalho norte-americano, que será divulgado na sexta-feira (8). O número de empregos criados no setor privado em outubro ficou abaixo das previsões.

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Na semana passada, a Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) anunciou a criação de 130 mil empregos em outubro, abaixo da previsão de analistas, que esperavam geração de 150 mil novas vagas. Já a leitura de setembro foi revisada para criação de 145 mil empregos, ante 166 mil anteriormente.

Segundo Rostagno, com exterior melhor, o mercado pode deixar momentaneamente a questão fiscal em segundo plano. A perspectiva desses agentes de um alívio para o dólar na abertura leva em conta números positivos divulgados na Europa.

Apesar da queda das vendas no varejo na zona do euro em setembro ante agosto, o PMI de serviços da região marcou o terceiro mês consecutivo de expansão no setor, com uma leitura acima de 50. A produção industrial no Reino Unido em setembro também foi boa e há expectativas com os números da indústria alemã (que saem às 11h), de alta de 0,5%", comentou Rostagno.

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