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Dólar cai 0,79% e fecha cotação em R$ 2,22 na venda

Giro financeiro do dia ficou em torno de R$ 2,67 bilhões

Economia|Do R7

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Cotação havia subido 1,24% na última segunda
Cotação havia subido 1,24% na última segunda

O dólar fechou o pregão desta terça-feira (6) com queda de 0,79% após descer ao patamar de R$ 2,2291, seguindo a depreciação da divisa dos Estados Unidos no exterior. A cotação mínima do dia foi de R$ 2,2235.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,67 bilhões).


A cotação da moeda norte-americana havia avançado 1,24% nesta segunda-feira (5)com o anúncio de que, neste mês, o Banco Central reduzirá pela metade o ritmo dos leilões diários de rolagem de swaps cambiais que vencem em 2 de junho.

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O apetite por risco no exterior continuou aguçado hoje e o Dollar Index, que mede a performance da moeda dos EUA contra uma cesta de divisas, chegou a atingir a mínima em mais de seis meses.

Economia norte-americana


Indicadores econômicos positivos divulgados nas últimas semanas sustentavam o ânimo no mercado. Além disso, contribui para o sentimento as expectativas de que o Federal Reserve continue reduzindo de forma gradual suas medidas de estímulo monetário, assegurando abundante liquidez internacional (dinheiro disponível).

A expectativa é que poderá levar mais de um ano até a primeira alta de juros nos EUA, que tornará mais lucrativo investir no país, o que pode retirar dólares do Brasil e fazer a cotação da moeda aumentar aqui, devido à sua maior procura.


Mais da metade dos operadores primários norte-americanos consultados afirmam que a alta da taxa de juro nos EUA só vai ocorrer após junho de 2015, com algumas projeções apontando até mesmo 2016, como pensa o economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flavio Serrano.

— Existe um consenso de que o 'quantitative easing' (política de compra de títulos para aumentar a liquidez no mercado financeiro) vai ser retirado gradualmente até o fim deste ano, e aí é só questão de ver o quanto o Fed vai esperar para elevar os juros".

Diante desses fatores, nem mesmo a menor intervenção do BC brasileiro no mercado cambial foi suficiente para reverter a tendência de queda na sessão dianta desses fatores. No fim da manhã, a autoridade monetária vendeu a oferta integral de 5 mil swaps no leilão.

A antecipação ou adiamento pelo governo do retorno de dólares investidos alterar a quantidade da moeda no mercado, o que influencia o seu preço.

Foi rolado cerca de 5% do lote total, que corresponde a US$ 9,653 bilhões de dólares (cerca de R$ 21,49 bilhões).

Para o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o BC não querer o dólar mais barato, mas o mercado "está com esse ímpeto para cair no curto prazo (e manter dólares investidos no Brasil), acompanhando o movimento lá fora."

A diminuição da intervenção pelo BC foi vista como um sinal de que a autoridade monetária está mais confortável com o atual patamar do dólar e que não deverá fazer a rolagem total dos vencimentos de junho, como afirmou o diretor de pesquisa para mercados emergentes do Nomura, Tony Volpon, em relatório.

— Se o BC continuar o atual ritmo de rolagem, deixará vencer um grande montante de swaps.

O BC vendeu pela manhã a oferta total de até 4 mil swaps cambiais na intervenção diária, com volume equivalente a 198,5 milhões de dólares (cerca de R$ 441 milhões).

Foram 500 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3,5 mil para 2 de março do próximo ano.

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