Dólar cai pelo terceiro dia seguido com baixa de 0,34%
Declarações do presidente Russo sobre a Crimeia tranquilizaram investidores
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira (18) com baixa de R$ 0,34%.
A moeda que fechou o dia em R$ 2,3420 em linha com o exterior, com investidores mais tranquilos após declarações do presidente russo, Vladimir Putin, sugerirem menor chance de a crise na Crimeia se intensificar no curto prazo.
O dólar acumulou baixa de 0,83% em três pregões. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,57 bilhões).
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Para o economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flavio Serrano, a grande preocupação do mercado era que os acontecimentos na Crimeia pudessem ser o começo de um processo "maior".
— O mercado está começando a acreditar que [a crise na península] pode ser um impasse mais localizado.
Pela manhã, Putin afirmou não buscar outra divisão da Ucrânia, pouco após assinar tratado que torna a Crimeia parte da Rússia.
O pronunciamento injetou mais uma dose de alívio nos mercados.
A ausência de violência no fim de semana durante a realização do referendo, que mostrou apoio à separação da região do sul da Ucrânia já havia tranquilizado um pouco os investidores na sessão anterior.
Um operador de um importante banco brasileiro afirma que "depois da fala do Putin, o mercado lá fora só melhorou".
Bolsa
O dólar passou o dia estável ou registrando leves quedas contra moedas como o euro, o peso mexicano e o peso chileno. As bolsas de valores globais, por sua vez, tiveram um pregão amplamente positivo.
A constante atuação do Banco Central brasileiro no câmbio também ajudou a segurar as oscilações do dólar. Nesta sessão, vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais --equivalentes a venda futura de dólares-- como parte das intervenções diárias. Foram 340 contratos para 1º de outubro e 3.660 para 1º de dezembro, com volume equivalente a US$ 198,milhões (R$ 463 milhões).
Além disso, também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps em mais um leilão para rolar os vencimentos em 1º de abril. No total, o BC já rolou pouco menos de 34 por cento do lote total do próximo mês, equivalente a 10,148 bilhões de dólares.
Em audiência no Senado, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a valorização do dólar é fonte de inflação no curto prazo e que seus efeitos devem ser limitados pela condução adequada da política monetária.
Além disso, ressaltou que a taxa de câmbio é flutuante e tem funcionado como linha de defesa contra choques externos.
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