Dólar começa semana em alta de 0,72%, a R$ 5,67, com juros dos EUA
Ao longo desta segunda, a cotação oscilou entre ligeira baixa de 0,05%, a R$ 5,6292, e ganho de 1,10%, para R$ 5,694
Economia|Do R7

O dólar começou a semana em alta ante o real, numa segunda-feira (10) amplamente negativa no mundo para ativos considerados mais arriscados, diante de receios cada vez maiores sobre o potencial impacto da alta de juros nos Estados Unidos neste ano.
O dólar à vista fechou com valorização de 0,72%, a R$ 5,6723, devolvendo boa parte da queda de 0,85% na sexta-feira.
Ao longo desta segunda, a cotação oscilou entre ligeira baixa de 0,05%, a R$ 5,6292, e ganho de 1,10%, para R$ 5,694.
Na B3, às 17h31 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,66%, a R$ 5,7025.
O dólar subiu no Brasil assim como em outros países emergentes. Contra o rand da África do Sul, por exemplo, a moeda dos EUA avançava 0,7%, enquanto ganhava 1% ante o peso chileno. Uma cesta mais ampla de divisas emergentes perdia 0,11%.
O pregão foi novamente de combalido apetite por risco, o que afeta diretamente moedas do perfil do real, vistas como mais arriscadas e correlacionadas aos preços das commodities, os quais caíram nesta segunda.
Os contratos futuros do minério de ferro de referência na China recuaram 2% nesta segunda-feira. O insumo é um dos mais relevantes na pauta de exportação brasileira.
O rali das taxas dos títulos de dívida do governo americano tomou novo fôlego nesta sessão e ajudou a dar impulso ao dólar globalmente, na medida em que ampliou os retornos de investimentos em renda fixa lastreada na moeda dos EUA.
O mercado discute amplamente a chance de mais de três elevações de juros nos Estados Unidos e também a redução da carteira de ativos do banco central dos EUA, combinação que enxugaria a quantidade de dólares no sistema financeiro, colaborando para o aumento do preço da moeda.
"Mantemos viés positivo para o dólar", disseram profissionais do Citi em nota, citando potenciais reveses aos mercados emergentes decorrentes de aperto monetário nos EUA. Aqui, os porta-vozes destacaram que a eleição presidencial ainda não está "totalmente" no radar e que uma desaceleração mais expressiva do crescimento econômico na margem é um risco para a taxa de câmbio.
O dólar ganhou terreno no Brasil nesta segunda-feira depois de na semana passada já ter se valorizado cerca de 1%. Não bastassem os temas internacionais, analistas têm afirmado que o real volta a mostrar fragilidade devido ao cenário para as contas públicas, cuja incerteza ganhou novos contornos com a pressão de servidores públicos por aumento salarial.
"Este é um risco fiscal importante, já que não há espaço para aumento geral de salários neste ano dentro do teto de gastos constitucional: pelos nossos cálculos, um aumento de 10% no salário dos servidores públicos federais custaria cerca de R$ 30 bilhões", disse a XP.















