Dólar despenca quase 2% e volta a valer R$ 3,95
Queda de 1,81% da moeda dos EUA foi puxada pelo preço do petróleo e medidas da China
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda de quase 2% frente ao real nesta segunda-feira (22), voltando ao patamar de R$ 3,95, após a China adotar novas medidas para enfrentar a turbulência nos mercados financeiros e em meio a nova alta dos preços do petróleo, que alimentavam a procura por ativos de maior risco.
No fechamento, a moeda norte-americana recuou 1,81%, a R$ 3,95 na venda, e chegou a R$ 3,9312 na mínima do dia.
"A semana começa com um tom favorável nos mercados internacionais. Resta saber se vai durar, porque o mercado tem estado muito volátil nas últimas semanas", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.
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No fim de semana, a China removeu o chefe da agência reguladora de mercados de capitais e indicou em seu lugar um alto executivo do setor bancário. Sinais de que o governo chinês está intensificando seus estímulos também contribuíam para o bom humor.
Outro fator positivo foi a alta dos preços do petróleo, após a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informar que espera que a produção de xisto nos Estados Unidos recue neste ano e no próximo, possivelmente aliviando a sobreoferta global.
No cenário local, investidores continuaram apreensivos com as perspectivas fiscais para o Brasil, após o governo anunciar propostas que abrem espaço para novo déficit primário em 2016.
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"O mercado continua muito pequeno em termos de liquidez e as notícias de hoje fizeram muita gente desarmar posições [que se beneficiam da alta do dólar]", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado. Ele ressaltou, porém, que o mercado deve continuar sensível e, portanto, bastante volátil.
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou nesta tarde que há menor espaço para "movimentos significativos" de depreciação cambial neste ano após a forte alta do dólar o ano passado.
Nesta manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 7,544 bilhões, ou cerca de 75% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.











