Dólar dispara e fecha cotado no maior valor desde setembro
Moeda norte-americana saltou 1,24% e encerrou a quarta-feira negociada a R$ 4,10
Economia|Do R7

O dólar subiu mais de 1% em relação ao real nesta quarta-feira e fechou no maior patamar desde setembro, reagindo ao profundo mau humor nos mercados externos conforme os preços do petróleo desabavam e à apreensão com as perspectivas brasileiras.
O dólar avançou 1,24%, a R$ 4,1050 na venda, maior nível de fechamento desde 28 de setembro, quando fechou a R$ 4,1095.
Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu R$ 4,1306, maior nível intradia desde 29 de setembro (R$ 4,1551).
"Prevalece a aversão a risco nos mercados internacionais. O petróleo não para de cair e todo alívio tem se mostrado temporário", disse o operador da corretora Correparti Guilherme França Esquelbek.
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O petróleo nos Estados Unidos desabou abaixo de US$ 27 por barril nesta quarta-feira pela primeira vez desde 2003, refletindo a sobreoferta nos mercados globais e expectativas de demanda fraca diante da fraqueza no crescimento econômico global.
O recuo da commodity arrastou consigo boa parte dos mercados globais, como as bolsas chinesas e norte-americanas. Os três principais índices norte-americanos chegaram a cair mais de 3 por cento, com o Standard & Poor's 500 atingindo seu menor nível desde fevereiro de 2014.
No mercado de câmbio, a moeda norte-americana avançava em relação ao peso mexicano, chegando a renovar a máxima histórica, mesmo após o banco central do país entrar no mercado vendendo dólares.
No Brasil, a pressão foi corroborada por incertezas sobre a estratégia do governo para enfrentar a crise econômica. Além de preocupações com a possibilidade de que o governo possa recorrer ao afrouxamento fiscal para estimular a atividade, alguns operadores temem que o Banco Central evite aumentar os juros diante da recessão econômica.
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"Sazonalmente, os primeiros meses do ano são de fluxo positivo, mas não é isso que estamos vendo. O contexto técnico está muito desfavorável e a incerteza sobre o BC potencializa", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Ítalo Abucater.
O BC brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 7,329 bilhões, ou cerca de 70% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.















