Dólar interrompe queda no mês e sobe para R$ 2,25
Moeda norte-americana fechou esta quarta-feira (24) com valorização de 1,27% sobre real
Economia|Do R7
O dólar fechou em alta de 1,27% ante o real nesta quarta-feira (24), a R$ 2,2505 na venda, com volume de negociação de cerca de US$ 2,5 bilhões. A valorização interrompeu a queda de 0,43% que a moeda norte-americana acumulava até ontem, quando fechou cotada a R$ 2,22.
O resultado acompanhou o cenário externo, em que os investidores voltando a ver que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, pode reduzir seu programa de estímulo e, consequentemente, a liquidez nos mercados.
Isso porque foram divulgados dados econômicos dos Estados Unidos mais otimistas, como a recuperação da indústria norte-americana, de acordo com a pesquisa Índice dos Gerentes de Compras (PMI), e o melhor desempenho das vendas de novas moradias.
No mercado externo, o comportamento do câmbio também mostrou valorização do dólar. O dólar australiano operava em queda de cerca de 1,50% ante a divisa norte-americana, que subia 1,18% em relação ao peso mexicano.
— As moedas estão trabalhando de uma maneira relativamente tranquila, respondendo aos dados dos Estados Unidos, onde a economia vem efetivamente se alterando e se fortalecendo.
O diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, comentou que a economia norte-americana está se fortalecendo.
O dólar passou praticamente todas as horas de negociação em alta, mas ultrapassou 1% de valorização mesmo após o Banco Central realizar leilão de swap cambial tradicional, em que vendeu toda oferta de 20 mil papéis com vencimento em 2 de janeiro de 2014.
O leilão teve volume financeiro de US$ 992,8 milhões, com data de emissão no dia 1º de agosto, e teve a finalidade de rolar cerca de 115 mil contratos de swap tradicional que vencem também no início do próximo mês.
O BC ficou ausente do mercado apenas na terça-feira, já que a moeda caiu 0,51% ante o real. Do total de 114,3 mil contratos que podem ser rolados, já foram 80 mil papéis, num volume equivalente a quase US$ 4 bilhões.
Essas últimas intervenções têm efeito reduzido na cotação da moeda por se tratarem de uma rolagem já esperada pelo mercado e anunciada pelo BC. O diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme, ainda acredita que a moeda chegará ao fim do ano em R$ 2,30.
— O cenário para o Brasil continua sendo ruim e a tendência do dólar para cima.
Para ele, se o BC quiser manter a tendência de baixa do câmbio, precisará fornecer liquidez ao mercado através de leilão no mercado à vista.
— Estamos num momento de decisão sobre quem vai dar liquidez ao mercado: serão os bancos ou o BC com leilão à vista? Não vejo o BC queimando reservas para isso.















