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Dólar interrompe sequência de três quedas, sobe 0,39% e vale R$ 4,08

Avanço da moeda norte-americana foi motivada pelo aguardo da decisão dos juros nos EUA

Economia|Do R7

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No dia, o dólar variou entre R$ 4,02 e R$ 4,09
No dia, o dólar variou entre R$ 4,02 e R$ 4,09

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quinta-feira (27), em uma correção técnica após três sessões seguidas de queda enquanto investidores aguardavam a decisão do Federal Reserve, banco central norte-americano.

O dólar avançou 0,39%, a R$ 4,0859 na venda, após atingir R$ 4,0287 na mínima da sessão e R$ 4,0960 na máxima. A moeda norte-americana havia acumulado queda de 2,29% nas três sessões anteriores.


O dólar abriu a sessão em queda e chegou a recuar mais de 1% durante os negócios, em meio a apostas de que o Fed deixaria os juros estáveis e adotaria um tom cauteloso diante do tombo dos preços do petróleo no exterior e da desaceleração da economia chinesa.

Isso poderia atenuar a pressão sobre moedas emergentes, já que juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em outros locais.


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"Esperamos um Fed mais 'brando', diante das incertezas com China e elevada volatilidade dos mercados", escreveram analistas da Guide Investimentos em relatório pela manhã.

Simultaneamente ao fechamento do mercado, o Fed anunciou a manutenção dos juros e disse estar "monitorando de perto" os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais, mas manteve uma visão otimista sobre a economia dos EUA. O dólar futuro reduziu levemente a alta em relação ao real após a decisão do Fed.


Após recuar durante boa parte da sessão, o dólar anulou as perdas durante a tarde e voltou a subir. Operadores identificaram no movimento uma correção técnica após as quedas das últimas sessões e um ajuste ao movimento de outras moedas latino-americanas, que vinham sofrendo mais do que o real desde o início do ano.

O dólar acumulou alta de quase 8% em relação ao peso mexicano e próxima de 6% contra o peso colombiano em 2016 até agora. Em comparação, a moeda norte-americana havia avançado apenas 3,1% em relação ao real neste ano até a véspera, ampliando essa valorização para 3,5% nesta sessão.

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"Estávamos bastante defasados em relação aos nossos pares. [O dólar] ainda tem o que andar até o fim do mês", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Ítalo Abucater.

A percepção de que a moeda norte-americana deve continuar avançando é corroborada pelo cenário local incerto, especialmente após a decisão do Banco Central brasileiro de manter o juro básico em 14,25% na semana passada, contrariando expectativas no mercado de elevação da Selic.

Na quinta-feira, será divulgada a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve trazer mais pistas sobre o futuro do juro no Brasil.

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