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Dólar interrompe série de quatro altas seguidas e recua a R$ 3,90

Recuo da moeda norte-americana foi ocasionado por alívio do mercado externo 

Economia|Do R7

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Nas 4 sessões anteriores, a divisa havia acumulado alta de 3,75%
Nas 4 sessões anteriores, a divisa havia acumulado alta de 3,75%

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira (22), após quatro dias seguidos de avanço, refletindo o alívio nos mercados emergentes de câmbio diante de expectativas de que a política monetária continue expansionista na zona do euro e nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana recuou 0,9%, a R$ 3,9075 na venda, após acumular alta de 3,75% nas quatro sessões anteriores em meio a pressões internas e externas.


"Sem novidades vindas de Brasília, agentes domésticos aproveitaram o discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, que sinalizou que a instituição pode aumentar o programa de relaxamento quantitativo na reunião de dezembro. [...] e partiram para uma sessão de realização de lucros", escreveu o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa em nota a clientes.

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O BCE manteve as taxas de juros na mínima histórica e deixou inalterados os principais parâmetros de seu programa de "quantitative easing" (QE), mas disse que vai reexaminar a medida em sua reunião de dezembro, alimentando expectativas de que pode manter seus estímulos por mais tempo do que o previsto.


O bom humor externo veio também na esteira de uma rodada recente de dados mistos, que sustentou apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não elevará os juros neste ano. A recuperação das bolsas chinesas nesta quinta-feira completou o quadro.

Nesse contexto, o dólar caía contra moedas como o peso mexicano e o rand sul-africano.


O dólar chegou a operar em alta durante a manhã, atingindo R$ 3,9647 na máxima da sessão, refletindo as preocupações dos investidores com o quadro doméstico difícil, mas anulou o avanço em linha com outros mercados emergentes ao longo do discurso do presidente do BCE, Draghi.

Outro fator que pesou ao longo do dia, foi a decisão do BC de manter a Selic nos atuais 14,5% e desistir da missão de trazer a inflação para o centro da meta no ano que vem, adiando o objetivo para 2017. Operadores entenderam a decisão como sinal de que as chances de os juros básicos voltarem a subir no curto prazo são pequenas, apesar de o BC ter prometido vigilância.

"O BC indicou que os juros não devem subir, o que deixa o país menos atraente para estrangeiros", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 7,680 bilhões, ou cerca de 75% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

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