Dólar salta quase 2% e voltar a fechar acima de R$ 4,05
Alta de 1,86% levou a moeda dos EUA ao maior nível de fechamento desde 28 de janeiro
Economia|Do R7

O dólar saltou quase 2% nesta terça-feira (16) e fechou acima de R$ 4,05 pela primeira vez em mais de duas semanas, refletindo a retomada da aversão a risco nos mercados globais diante do tombo dos preços do petróleo e preocupações com a situação fiscal do País.
A moeda norte-americana avançou 1,86%, a R$ 4,0705 na venda, maior nível de fechamento desde 28 de janeiro (R$ 4,0800). O dólar futuro avançava cerca de 1,75% no final da tarde.
O dólar vinha operando abaixo de R$ 4 durante todo o mês, após renovar suas máximas históricas em meados de janeiro.
"O movimento do mercado estava bom demais para ser verdade, bom demais para a nossa situação", disse o operador de um banco internacional, sob condição de anonimato. "O petróleo serviu de gatilho, mas a verdade é que o investidor local está pessimista demais para aceitar esses níveis baixos".
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Investidores temem que o governo brasileiro se afaste do rigor fiscal que vem prometendo desde o ano passado diante da profunda recessão econômica e das turbulências políticas. Segundo operadores, o cenário de incertezas deve ganhar mais força nos próximos dias com a volta das atividades do Congresso Nacional.
"Faz sentido buscar proteção [no dólar] em um cenário de incertezas locais como o atual", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.
As preocupações locais somaram-se às perdas nos preços do petróleo, que passou a cair depois que Rússia e Arábia Saudita concordaram em congelar a produção nos níveis de janeiro se outros grandes exportadores se juntarem a eles. Irã, no entanto, era um dos entraves ao plano.
"As moedas ligadas a commodities acompanham o petróleo, uma segue a outra", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.
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O dólar registrou altas menores na primeira metade da sessão, quando os preços do petróleo esboçaram recuperação. Investidores também receberam bem declarações do premiê da China, Li Keqiang, acenando para a possibilidade de novos estímulos se a economia desacelerar mais.
Operadores ressaltaram ainda que o mercado voltou a ganhar volume nesta sessão, após o pregão de liquidez reduzida na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos, que manteve os mercados locais fechados.
Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 5,217 bilhões, ou cerca de 52% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.















