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Dólar sobe 3,75% em novembro e fecha mês cotado a R$ 2,57

Esse foi o terceiro mês seguido de alta da divisa norte-americana

Economia|Do R7

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Segundo analistas, a trajetória do câmbio no curto prazo será definida pelas sinalizações do Banco Central
Segundo analistas, a trajetória do câmbio no curto prazo será definida pelas sinalizações do Banco Central

O dólar fechou com alta de mais de 1% nesta sexta-feira (28) e cravou o terceiro mês seguido de ganhos, ainda refletindo as dúvidas sobre a continuidade do programa de vendas diárias de swap cambial no ano que vem, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmar na véspera que o estoque de derivativos cambiais já atende à demanda por proteção.

Segundo analistas, a trajetória do câmbio no curto prazo será definida pelas sinalizações da autoridade monetária sobre sua intervenção no câmbio e pela capacidade da nova equipe econômica de sustentar a confiança do mercado.


A moeda norte-americana subiu 1,66%, a R$ 2,5716, após subir mais de 2% na máxima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de US$ 1,1 bilhão dólares.

Em novembro, a divisa avançou 3,75%, acumulando alta de quase 15% nos últimos três meses.


"O mercado vai observar o BC de perto. Neste momento, está claro que não falta liquidez, mas podemos ver alguma tensão inicial se as ofertas de fato acabarem", disse o sócio-gestor da Queluz Asset Management, Luiz Monteiro, que acredita que o BC reduzirá "de forma significativa" a atuação. A venda de derivativos é uma das estratégias do governo para segurar a cotação da moeda.

Em entrevista coletiva logo após ser confirmado como presidente do Banco Central no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Tombini afirmou que o atual estoque de swaps cambiais "já atende de forma significativa" à demanda por proteção cambial da economia.


Mas Tombini negou, em vídeo publicado na página da internet do Palácio do Planalto, que teria sinalizado mudança no programa de intervenção no câmbio.

O BC vem intervindo diariamente no câmbio desde agosto do ano passado para oferecer hedge cambial e limitar a volatilidade. Atualmente, atua por meio de vendas diárias de até 4.000 swaps que devem continuar "pelo menos" até 31 de dezembro.


Se a autoridade monetária adotar a estratégia de manter esse estoque constante, como entendeu o mercado, poderia fazê-lo de duas maneiras diferentes: deixar de vender swaps diariamente e manter a rolagem integral, ou reduzir tanto a oferta diária quanto as rolagens.

"Se souber que não vai mais receber 4.000 swaps por dia no ano que vem, o investidor precisa se proteger em outros instrumentos e isso pressiona a cotação", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

As dúvidas sobre o futuro do programa de swaps desviaram a atenção dos investidores em relação à próxima equipe econômica — que, além de Tombini, inclui Joaquim Levy e Nelson Barbosa — e à decepção com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre contra os três meses anteriores, saindo por muito pouco da recessão técnica.

"O PIB é um indicador de como as coisas foram. O mercado quer saber qual vai ser a postura do governo daqui para frente", disse o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho.

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