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Dólar sobe pela 6ª sessão seguida e vale R$ 3,53

Nova alta da moeda norte-americana contou com a contribuição do cenário político nacional

Economia|Do R7

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A alta acumulada da moeda nas últimas seis sessões é de 6,25%
A alta acumulada da moeda nas últimas seis sessões é de 6,25%

O dólar subiu pela sexta sessão seguida nesta quinta-feira (6), chegando a bater em R$ 3,57 durante a sessão, reagindo ao cenário político conturbado no Brasil e a expectativas de alta de juros nos Estados Unidos.

O dólar fechou em alta de 1,39%, a R$ 3,5374 na venda, maior cotação desde 5 de março de 2003, quando fechou a R$ 3,555. A valorização acumulada em seis sessões foi é de 6,25%.


Na máxima da sessão, o dólar subiu 2,35%, a R$ 3,5709, mas perdeu força após o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmar em entrevista ao ValorPro, serviço do jornal Valor Econômico, que o preço do dólar ante o real "está claramente esticado" e que ele entende que "os agentes estão agindo aparentemente com pouca racionalidade".

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"O mercado entendeu os comentários do Aldo como uma mensagem que o Banco Central não está satisfeito com o atual patamar da moeda e pode aumentar o ritmo de rolagem (dos contratos de swap cambial)", disse o especialista em câmbio da Icap Corretora, Italo Abucater.


Nesta manhã, o BC deu continuidade à rolagem dos contratos que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 6.000 contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou o correspondente a US$ 1,167 bilhão, ou cerca de 12% do lote total, equivalente a US$ 10,027 bilhões. Se mantiver esse ritmo até o penúltimo dia útil do mês, como de praxe, o BC rolará cerca de 60% do lote.

A perspectiva de que os juros norte-americanos subam no mês que vem também tem contribuído para elevar o dólar globalmente. Juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados no mercado local.


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Por isso, operadores aguardam a divulgação, na sexta-feira, do dado de geração de vagas no mercado de trabalho norte-americano para calibrar suas apostas sobre a política monetária da maior economia do mundo.

"O cenário interno é o que está chamando atenção agora, mas no médio prazo, independentemente do que acontecer aqui, o dólar vai subir", afirmou o operador de uma corretora internacional.

A Bradesco Corretora elevou nesta manhã suas projeções para o câmbio no Brasil, estimando dólar a R$ 3,60 no fim deste ano e R$ 3,90 no fim de 2016, contra R$ 3,25 e R$ 3,40, respectivamente. O Bank of America Merrill Lynch também revisou a perspectiva para o dólar a R$ 3,80 no fim do ano e a R$ 4,10 no fim de 2016, ante projeção anterior de R$ 3,50 e R$ 3,80, respectivamente.

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