Dólar tem maior queda em três semanas e passa a valer R$ 5,37
Queda de 1,56% da moeda norte-americana ocorreu com investidores mais confiantes na defesa do equilíbrio fiscal
Economia|Do R7

O dólar registrou a maior queda em três semanas frente ao real nesta quinta-feira (13), um dia depois de movimento entre Executivo e Legislativo em defesa do equilíbrio fiscal.
Na sessão, a moeda norte-americana à vista caiu 1,56%, a R$ 5,3675 na venda. Foi a maior queda percentual diária desde 22 de julho (-1,87%) e mais do que apagou a alta de 0,7% da véspera.
Ao longo do dia, o real liderou os ganhos entre as principais moedas nesta sessão, depois de ter encabeçado a lista de perdas na véspera.
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O BC (Banco Central) não realizou leilões de câmbio nesta sessão. Na quarta, a autoridade monetária fez duas ofertas líquidas de contratos de swap cambial tradicional, o que não ocorria desde maio, quando o dólar bateu seguidos recordes nominais. A venda de swap cambial equivale a uma colocação de dólares no mercado futuro, ajudando a amenizar pressão compradora sobre a moeda.
Mais cedo, dados apontaram que a atividade no setor de serviços no Brasil cresceu em junho depois de quatro quedas seguidas, com recuperação acima do esperado. O número corrobora expectativas de retomada da economia, ainda que com percalços.
Mas o tema fiscal seguiu no radar. O mercado começou esta sessão digerindo discurso feito na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro em defesa da manutenção do teto de gastos e da responsabilidade fiscal.
O chefe do Executivo afinou o conteúdo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que estavam a seu lado durante fala na noite de quarta e que também saíram em defesa do equilíbrio das contas públicas.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve presente na ocasião, mas não discursou. O mercado reagiu mal na véspera à saída, na terça-feira, de dois importantes secretários de Guedes, que, em tom de desabafo, cobrou comprometimento com o ajuste fiscal.
Nesta quinta, Maia afirmou que a reunião com Bolsonaro, ministros e lideranças foi uma decisão "acertada", que passa a mensagem de alinhamento do discurso do Executivo e do Legislativo em respeitar o teto de gastos em 2021.













