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Eletrobras tem lucro 70% maior no 1º tri e deve adiar Angra 3 para 2028

Governo aguarda autorização do Tribunal de Contas da União para privatizar estatal nas próximas semanas

Economia|Do R7

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Previsão anterior era que Angra 3, usina nuclear, ficasse pronta em novembro de 2023
Previsão anterior era que Angra 3, usina nuclear, ficasse pronta em novembro de 2023

Em fase final de privatização, a Eletrobras reportou nesta segunda-feira (16) um lucro líquido 69% maior no primeiro trimestre, ao mesmo tempo em que divulgou um possível novo adiamento da entrada em operação da usina nuclear Angra 3.

O lucro líquido da estatal de geração e transmissão de energiaatingiu 2,716 bilhões de reais entre janeiro e março, impulsionado pela variação cambial e pelo aumento de 12% da receita bruta.


O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente atingiu 5,43 bilhões de reais, ou seja, houve aumento de 9,6% no comparativo anual.

Nos documentos que acompanham o balanço, a Eletrobras informou ainda, na noite desta segunda-feira, que em maio a diretoria-executiva de sua subsidiária Eletronuclear aprovou um adiamento da entrada em operação de Angra 3 para fevereiro de 2028. Anteriormente, a data prevista era novembro de 2027.


A empresa disse que o pequeno adiamento foi encaminhado para aprovação do conselho, sem detalhar motivos.

Projeto bilionário, Angra 3 teve sua construção retomada em fevereiro, quando a Eletrobras fechou a contratação das obras do chamado "caminho crítico" com um consórcio formado pelas empresas Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz.


A companhia ainda vai realizar uma licitação para finalizar as obras civis e a montagem eletromecânica da planta.

Com a privatização da Eletrobras, o novo empreendimento nuclear, assim como Angra 1 e 2, deverá ser assumido pela nova estatal ENBPar. Um eventual fracasso da desestatização chegou a ser apontado pelo presidente do BNDES como um risco para a conclusão da usina.


O governo do presidente Jair Bolsonaro espera que o TCU (Tribunal de Contas da União) aprove a privatização ainda nesta semana, em um julgamento importante sobre o assunto, programado para ser retomado nesta quarta-feira (18).

Uma decisão a favor do governo abriria caminho para a realização de uma oferta de ações até julho, a próxima janela considerada ideal.

Resultado trimestral

A Eletrobras destacou no balanço que outro fator positivo para o desempenho do primeiro trimestre foi a redução do custo de PMSO em 3,4%.

Já o destaque negativo foi o registro de 1,226 bilhão de reais em Provisões para Crédito de Liquidação Duvidosa, decorrente da inadimplência da Amazonas Energia D, sendo 867 milhões de reais referentes à compra de energia elétrica proveniente dos produtores independentes de energia (PIE) localizados no Amazonas e 359 milhões de reais referentes a contratos de empréstimo devidos pela referida distribuidora.

A receita operacional líquida cresceu 12%, para 9,181 bilhões de reais, influenciada pela melhor performance nos contratos bilaterais e pelo reajuste das receitas de transmissão, disse a empresa.

A energia vendida ficou em 42,7 gigawatts-hora (GWh) no trimestre, ou seja, houve queda de 13,1% no comparativo anual.

A companhia encerrou o período de janeiro a março com caixa de 15,454 bilhões de reais e dívida líquida recorrente de 20,554 bilhões. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda recorrente ficou em 1 vez, ante 1,9 vez nos três primeiros meses do ano passado.

Os investimentos cresceram 1%, para 523 milhões de reais.

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