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Facções ‘terroristas’: Lula pede que Durigan avalie prejuízos de classificação dos Estados Unidos

Preocupação do governo brasileiro envolve possíveis impactos que protocolos externos podem ter sobre soberania e na estabilidade

Economia|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula solicita ao ministro Dario Durigan uma avaliação sobre os impactos econômicos da classificação dos EUA ao CV e PCC como terroristas.
  • Preocupação do governo brasileiro é com a soberania econômica e estabilidade institucional frente a protocolos externos.
  • Durigan destaca a necessidade de proteger empresas e bancos brasileiros de sanções baseadas em critérios irreais.
  • O governo brasileiro busca diálogo com autoridades dos EUA e monitora movimentos internacionais para proteger o desenvolvimento nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente Lula e ministro Dario Durigan se reuniram para tratar de decisão dos EUA Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – 04.05.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que avalie os possíveis prejuízos a empresas e a bancos brasileiros diante da decisão do governo dos Estados Unidos de considerar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) organizações terroristas.

Lula e Durigan se reuniram nessa segunda-feira (1º), no Palácio da Alvorada. Após o encontro, o ministro afirmou que a principal preocupação do governo brasileiro consiste no impacto que protocolos externos possam ter sobre a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais.


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Ainda segundo o ministro, o governo federal teme que o excesso de “discricionariedade” por parte da gestão de Donald Trump gere prejuízos “irreais ou fantasiosos” à economia brasileira.

“Seguiremos combatendo organizações criminosas; então, insistimos nesse ponto, para evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Temos de barrar isso a todo custo. É uma grande injustiça”, declarou Durigan após a reunião.


O ponto central da estratégia brasileira, segundo Dario, será impedir que empresas e bancos do país se tornem alvos de sanções ou restrições baseadas em critérios que não representem a realidade.

Abertura ao diálogo

O ministro reiterou o interesse em conversar com autoridades dos Estados Unidos para tratar do tema. No entanto, disse que ainda não há encontros agendados com o secretário do Tesouro estadunidense, Scott Bessent.


“Estou sempre aberto [a reuniões com Bessent]. Tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, não [agendamos]. Estamos reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos”, elencou Durigan.

Também segundo ele, o governo brasileiro traça diagnósticos e, após definida uma posição, a pauta será levada a Bessent.


Defesa do setor produtivo

O ministro enfatizou que o objetivo primordial do governo brasileiro é monitorar as movimentações de Trump para proteger empresários, empregos e instituições financeiras do país contra interferências externas que possam atrapalhar o desenvolvimento nacional.

“O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo. Sempre achamos bem-vindo. O que não pode é quando quer atrapalhar”, acrescentou o ministro.

Para reduzir os riscos, a Fazenda tem mantido conversas com empresários de diversos setores, além do financeiro, a fim de entender as vulnerabilidades e preocupações do mercado produtivo.

Viagem à Ásia e PIB

Durigan tratou, por fim, sobre a agenda internacional de investimentos do Brasil.

Neste mês, o ministro embarca para a China e para o Japão, onde apresentará o programa Eco Invest Brasil — que pretende captar recursos internacionais para investimentos sustentáveis no país — e buscará avanços coletivos na agenda econômica global.

Além de se voltar à pauta internacional, o encontro com Lula serviu para detalhamento dos dados recentes do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, especificamente quanto à formação de capital fixo, o principal indicador do investimento do país.

A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano e teve aumento de 3,5% na formação bruta de capital fixo.

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