Economia Ibovespa fecha abaixo de 96 mil pontos pela 1ª vez em três meses

Ibovespa fecha abaixo de 96 mil pontos pela 1ª vez em três meses

Índice de referência da bolsa brasileiro caiu 1,6%, aos 95.734,82 pontos, menor patamar de fechamento desde 30 de junho

Reuters
Volume financeiro da sessão somou R$ 25,1 bilhões

Volume financeiro da sessão somou R$ 25,1 bilhões

Paulo Whitaker/Reuters - 24.6.2019

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (23), perdendo o patamar dos 96 mil pontos, enfraquecido pelas perdas nos pregões norte-americanos, após dados corroborando perspectivas de uma recuperação difícil da maior economia do mundo.

Índice de referência da bolsa brasileiro, o Ibovespa caiu 1,6%, a 95.734,82 pontos, piso de fechamento desde 30 de junho. O volume financeiro somou R$ 25,1 bilhões.

Em Wall Street, o S&P 500 recuou 2,37%, após dados mostrando que a atividade empresarial nos EUA desacelerou em setembro, afetada principalmente por serviços, enquanto continua o impasse no Congresso norte-americano para mais estímulos.

O Goldman Sachs chamou a atenção para a incapacidade do Congresso de chegar a um acordo sobre novas medidas fiscais de estímulo e acrescentou que, na ausência delas, um novo ânimo na economia dos EUA dependerá de uma vacina contra o Covid-19.

Para a analista de ações Cristiane Fensterseifer, da casa de análise Spiti, a bolsa também refletiu temores com a aceleração de casos de coronavírus na Europa e as eleições nos EUA.

No Brasil, ela citou o déficit fiscal elevado, os problemas para andamento nas reformas, além de prévia da inflação mostrando alta acima do esperado em setembro.

Destaques

- LOCALIZA ON disparou 13,97%, a R$ 58,97, recorde de fechamento, após anunciar acordo para incorporação da Unidas pela empresa, criando uma gigante no segmento de locação de veículos. Na máxima, chegou a R$ 60,29, recorde intradia. UNIDAS ON, for a do Ibovespa, subiu 17,27%, a R$ 24,85, após renovar máxima intradia de R$ 25,95.

- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN recuaram 2,68% e 2,36%, respectivamente, com ações de bancos no vermelho, em meio à aversão a risco generalizada na bolsa.

- IRB BRASIL RE avançou 9,57%, após divulgar prejuízo líquido de R$ 62,4 milhões em julho, após perda de R$ 292,6 milhões um mês antes. Excluindo-se o impacto dos negócios descontinuados, o mês de julho registraria lucro líquido 36 milhões de reais.

- PETROBRAS PN caiu 2,74% e PETROBRAS ON cedeu 2,44%, mesmo com alta do petróleo no exterior. Além disso, nova fase da operação Lava Jato para aprofundar investigações sobre "possíveis atos de corrupção e lavagem de dinheiro" em contratos entre a empresa e fornecedores, disse o Ministério Público Federal.

- VALE ON subiu 2,23%, enquanto o setor de mineração e siderurgia sucumbiu à piora nos mercados, com destaque para CSN em baixa de 3,99% e USIMINAS PNA caindo 2,32%, enquanto GERDAU PN fechou com decréscimo de 0,34%.

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