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Itaú tem lucro recorde de R$ 8,43 bi no 1º trimestre, alta de 14,6%

Resultado do banco até março supera a soma dos ganhos dos concorrentes Bradesco e Santander, que é de R$ 6,42 bilhões

Economia|Do R7, com Reuters

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Logo do Itaú na fachada de uma agência no Rio de Janeiro
Logo do Itaú na fachada de uma agência no Rio de Janeiro Sergio Moraes / Reuters - 29/04/2019

O Itaú Unibanco divulgou na manhã desta segunda-feira (8) alta de 14,6% do lucro líquido recorrente de primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado. O resultado, que chega a R$ 8,435 bilhões, supera a soma do lucro dos outros dois maiores bancos privados do país, que é R$ 6,420 bilhões (Bradesco chegou a R$ 4,280 bilhões, e Santander, a R$ 2,140 bilhões).

O desempenho inédito do Itaú está em linha com as expectativas do mercado, indica controle de custos e inadimplência estável na comparação com o final de 2022.


O maior banco do país terminou o primeiro trimestre com 4.173 agências e pontos de atendimento, número que indica uma redução de 42 unidades em relação ao final de março do ano passado e queda ante dezembro, quando a base era de 4.231 agências. A base de caixas eletrônicos encolheu em 1.141 pontos.

Apesar do enxugamento da presença física do Itaú Unibanco, a instituição bancária elevou o número de funcionários: 862 contratações no primeiro trimestre na comparação anual. A linha outras despesas operacionais cresceu 9,3% no período, a R$ 16,16 bilhões.


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O banco encerrou março com índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias de 2,9%, estável sobre o final de 2022, mas acima dos 2,6% registrados um ano antes. Entretanto, sua carteira de crédito subiu 11,7% no período, para R$ 1,153 trilhão.

O chamado índice de inadimplência antecedente, de operações vencidas entre 15 e 90 dias, passou de 2,3% no final do ano passado para 2,5% em março, o que, segundo o Itaú, marca a menor alta para um primeiro trimestre desde 2018.


O chamado 'custo do crédito' disparou 30,4% na comparação anual, para R$ 9,1 bilhão no primeiro trimestre, com os descontos concedidos crescendo 56,1%, a R$ 868 milhões.

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"Essa variação (no custo do crédito) ocorreu principalmente nos negócios de varejo no Brasil, com aumento de R$ 1,625 bilhãoda despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa, em função da maior originação em produtos de crédito ao consumo e sem garantia", disse o Itaú Unibanco no texto de divulgação do balanço.

A margem financeira gerencial no final de março foi de R$ 24,7 bilhões, alta de 17,3% na comparação anual. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido consolidado subiu no período de 20,4% para 20,7%.

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