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Lojas da 25 de Março se 'vestem' de verde-amarelo, mas ruas têm pouco movimento

Apesar da baixa movimentação, comerciantes afirmam que vendas aumentaram em junho

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Cruzamento da 25 de Março com a Porto Geral registra baixo fluxo de pessoas na manhã de terça-feira (10)
Cruzamento da 25 de Março com a Porto Geral registra baixo fluxo de pessoas na manhã de terça-feira (10)

Mesmo com uma grande quantidade de bandeiras, chapéus, camisetas, bolas e outros artigos em verde-amarelo nas vitrines, o entorno da rua 25 de Março, principal via de comércio popular de São Paulo, está com baixo movimento faltando algumas horas para o início da Copa do Mundo.

Apesar da baixa movimentação registrada pela reportagem do R7, que visitou a região na manhã de terça-feira (10), os lojistas estão otimistas com o Mundial, já que apontam uma melhora significativa das vendas nos últimos dias.


Quézia Souza, vendedora da loja Brilho Fantasias, afirma que o volume das compras aumentou muito desde o início de junho.

— Desde o começo do mês deu uma melhorada. A gente achava que não ia melhorar, mas o brasileiro deixa tudo para a última hora.


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Com investimento de R$ 1,5 milhão visando apenas o Mundial, o gerente do Lojão dos Esportes, Marcelo Macena, diz que chegou a ficar preocupado com o fraco movimento. Agora, o gerente estima que 80% da grana investida já foi recuperada.

— Estava feio. Há dez dias ficou melhor. Tememos muito [não vender os produtos] porque estávamos com um estoque altíssimo. Hoje a gente já está mais otimista e, até o fim da primeira fase [do Mundial], a tendência é crescer o volume de vendas, não só dos produtos do Brasil.


Para o economista da Associação Comercial de São Paulo Marcel Solimeo, o movimento das vendas até maio realmente não correspondia às expectativas dos empresários.

— O clima da Copa demorou para pegar. Tivemos nas edições anteriores do evento um clima antecipado. Neste ano, misturou a questão da Copa com a de pagar a conta do evento.

Vendas podem engrenar com um bom desempenho da seleção, apostam lojistas
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Expectativa

A lojista Quézia Souza ainda espera por uma expansão maior no volume das vendas ao longo do torneio, conforme o Brasil for passando de fase.

— Caso o Brasil seja campeão, vai continuar vendendo e vamos ‘desovar’ os produtos. Caso contrário, vamos guardar para a próxima Copa.

O economista da Associação Comercial de São Paulo explica que os trunfos da seleção realmente podem servir como um combustível extra para auxiliar na venda dos itens verdes e amarelos.

— O Brasil ganhando traz o efeito de comemoração, o que melhora o estado de espírito da população. Por outro lado, se perder, a frustração pode agravar o pessimismo.

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Solimeo observa ainda que o provável pessimismo em caso de derrota pode não ser o único ponto negativo causado pelo Mundial.

— Os jogos podem provocar paralisações, que acabam afetando o comércio como um todo (...) A Copa favorece alguns segmentos, mas, no conjunto, acaba tenho um impacto negativo. Os televisores, que apresentaram um aumento nas vendas, por exemplo, não vão continuar em alta.

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