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“Mantega age como Robin Hood às avessas”, diz Força Sindical

Classe sindical apoiou tucano Aécio Neves nas eleições presidenciais

Economia|Do R7

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Mantega participou hoje de palestra na FGV, em São Paulo
Mantega participou hoje de palestra na FGV, em São Paulo

A Força Sindical, organização liderada pelo deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), criticou nesta sexta-feira (7) o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou hoje que benefícios como seguro-desemprego, auxílio-doença e pensão por morte serão afetados em razão dos cortes de gastos a serem realizados pelo governo federal.

“Causou estranheza e perplexidade a entrevista do ministro Guido Mantega, da Fazenda, afirmando que irá reduzir despesas como o seguro-desemprego, o abono e o auxílio-doença”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, por meio de nota enviada à imprensa.


— O infeliz comunicado revela que o ministro age como um Robin Hood às avessas. Para fazer superávit primário, devido aos juros altos, Mantega quer retirar direitos dos trabalhadores e oferece benefícios aos especuladores.

O personagem britânico é uma espécie de "herói fora da lei" conhecido por "roubar" dos ricos para dar aos pobres. Para a Força Sindical, no entanto, Mantega é o oposto disso.


Na semana passada, três dias após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, anunciou a elevação da taxa básica de juros, a Selic, para 11,25%. A medida torna mais atrativos alguns fundos de investimentos, fato que motivou a crítica da Força.

Segundo a Força Sindical — que apoiou o senador Aécio neves (PSDB) nas eleições presidenciais —, “é inadmissível que o ministro da Fazenda Guido Mantega, em fase de despedida do governo, queira fazer os trabalhadores pagarem a conta de políticas econômicas equivocadas, que sempre visam privilegiar os especuladores em detrimento da produção e do emprego”.


Ainda de acordo com a nota, “temos a triste marca de sermos campeões mundiais de juros, que passamos por um processo de desindustrialização, registramos uma expressiva queda no nível de atividade econômica, estamos presenciando a inflação voltar com força e teremos um PIB anêmico em 2014”.

Segundo o site Trading Economics, que compila os dados macroeconômicos de vários países, dentro as 30 maiores economias do mundo, o Brasil tem a quarta maior taxa de juros, perdendo apenas para Argentina, Nigéria e Venezuela.


Na avaliação da Força, “o governo precisa rever sua política econômica. Manter os juros nas alturas e aumentar tarifas não contribui em nada para alavancar nossa economia”.

A Força Sindical encerra listando as reivindicações que a categoria irá demandar do governo federal: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a política de valorização do salário mínimo, a revogação do Fator Previdenciário, reajustes dignos para os aposentados, juros menores, a correção da tabela do IR, a destinação de 10% do PIB para a saúde, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e investimentos em saúde, educação, segurança, transporte e moradias.

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