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Navio-plataforma tinha 74 trabalhadores e foi totalmente desocupado

Empresa norueguesa lamenta acidente e paralisou a produção para atender as vítimas

Economia|Joyce Carla, do R7

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O navio está a cerca de 120 km da costa. Relembre os principais acidentes em plataformas e refinarias de petróleo do Brasil
O navio está a cerca de 120 km da costa. Relembre os principais acidentes em plataformas e refinarias de petróleo do Brasil

O navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus na costa do Espírito Santo, da empresa norueguesa BW Offshore, tinha 74 trabalhadores empregados na hora da explosão (12h50 desta quarta-feira), segundo nota oficial da própria empresa.

A companhia confirmou a morte de cinco funcionários da embarcação e afirmou que quatro ainda permanecem desaparecidos. O restante dos funcionários recebeu atendimento médico e dois permanecem em estado crítico.


De acordo com a BW Offshore, por questões de segurança, o navio-plataforma foi desocupado e a produção foi totalmente paralisada. A nota traz ainda uma declaração do presidente da empresa, Carl Arnet.

— Este é um dia trágico e nosso foco principal agora são os funcionários e suas famílias. Não podemos descansar enquanto os quatro desaparecidos não forem encontrados. Nós expressamos nossa gratidão à Petrobras e às autoridades brasileiras pelos esforços incansáveis e agradecemos o suporte de todos.


Familiares têm pouco contato com sobreviventes da plataforma da Petrobras

Explosão em navio da Petrobras não derramou óleo no mar, relata ANP


Dados da embarcação

O navio-plataforma FPSO (sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) Cidade de São Mateus está em operação para a Petrobras nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, no litoral do Espírito Santo, aproximadamente a 120 km da costa.


O contrato com a estatal brasileira para a operação desta embarcação começou em 2009 e segue até 2018, podendo ser prorrogado até 2024. A capacidade de produção de óleo é de 25 mil barris por dia, e a de armazenamento é de 700 mil barris.

Acompanhamento

A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informa por meio de nota que, na noite desta quarta-feira, dez bombeiros embarcaram no navio-plataforma por helicóptero da Marinha e conseguiram localizar um corpo (já contabilizado entre as cinco vítimas fatais), mas não conseguiram chegar à casa de bombas, onde ocorreu a explosão.

A equipe dos bombeiros e três outros sobreviventes que ainda estavam a bordo tiveram que deixar a embarcação por volta das 2h30 da madrugada devido ao alagamento na sala de máquinas, que fica ao lado da casa de bombas.

Após sobrevoo nesta manhã, um especialista em integridade estrutural da BW embarcará novamente para inspecionar o navio e tentar localizar os quatro desaparecidos.

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