Representantes da indústria repudiam novo tarifaço dos EUA e alertam para prejuízos ao setor
CNI, Fiesp e Fiemg divulgaram posicionamentos sobre determinação do país norte-americano e destacaram riscos à competitividade
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Brasil
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira (15), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) informou que lamenta, “com profunda preocupação”, a aplicação de nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado dos Estados Unidos.
A federação destacou que a decisão é prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, o que reduz significativamente a competitividade do Brasil perante concorrentes globais.
“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Leia Mais
Ainda no texto, a Fiesp reafirmou o compromisso com a diplomacia empresarial e que seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA, para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.
‘Cenário tende a piorar’
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) também divulgou nota sobre a decisão e comunicou que “acompanha com preocupação” o anúncio sobre a nova tarifa de 25%. “A sobretaxa agrava um cenário que pressionava as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países”, destacou.
Presidente da CNI, Ricardo Alban afirmou que os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos são cada vez mais sentidos pela indústria brasileira. Assim, 20 das 27 unidades da Federação reduziram as exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre.
Diante do anúncio dessa quarta-feira (15), “o cenário tende a piorar”, o que impacta a competitividade da indústria nacional, segundo ele. “Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, comentou Ricardo Alban.
Os impactos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos, desde 2025, são percebidos atualmente no comércio bilateral, de acordo com a CNI, pois as exportações brasileiras para o mercado norte-americano caíram 13% — equivalentes a US$ 2,6 bilhões.
A retração também teve influência da redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço.
Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período, segundo a confederação.
‘Diálogo e cooperação’
Outra instituição que também se manifestou sobre a taxação estadunidense foi a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). A entidade demonstrou “profunda preocupação com o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros”.
A federação mineira reforçou, ainda, a “importância do diálogo e da cooperação entre os países, principalmente em um momento que exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais”, e que os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o país, “em especial para a indústria manufatureira nacional”.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














