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Tarifaço dos EUA alimenta disputa eleitoral; saiba como presidenciáveis se posicionaram

Gestão Trump justifica a medida alegando que o Brasil adota práticas que prejudicam as trocas comerciais com os EUA

2026|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os EUA confirmaram, nesta quarta-feira (15), uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo

Após os Estados Unidos confirmarem a decisão de taxar produtos exportados pelo Brasil, pré-candidatos à Presidência da República manifestaram-se criticando a medida, que impõe tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

A gestão de Donald Trump justifica a medida alegando que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” as trocas comerciais com os EUA e menciona pontos como o Pix, o mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.


Embora todos os pré-candidatos, até o momento, tenham se posicionado contra a decisão, o anúncio serviu como combustível para a disputa eleitoral.

Família Bolsonaro ‘corroborou’ com tarifaço

Por meio de nota, o governo federal repudiou a deliberação de Washington e defendeu que “não há justificativa” para o que chamou de “medidas unilaterais” contra o país.


“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, destacou o Planalto.

Ainda no texto, o Executivo acusou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro de corroborar com a decisão norte-americana, justificada por uma investigação sobre o comércio brasileiro.


“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, disse o comunicado, referindo-se à seção que faz parte da Lei de Comércio de 1974, dos EUA. O mecanismo permite ao governo norte-americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

“Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, completou o governo no documento.


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Flávio acusa Lula de ‘desinteresse’

Em contrapartida, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, culpou a gestão de Lula pelo “novo tarifaço”, argumentando que o petista teria “desinteresse” em negociar com o presidente norte-americano, Donald Trump.

“Desde o início do mandato, Lula provocou os Estados Unidos e atacou o presidente Donald Trump por pelo menos 62 vezes”, declarou o parlamentar. Para ele, o petista não tem mais “condições” de governar o país: “Estamos num avião sem piloto. Quem olha para o Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança. Chega”, ressaltou.

Para Zema, governo errou

Outro pré-candidato que criticou a condução do Planalto foi o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Zema-MG). O político acusou Lula de criar “atritos desnecessários” e adotar um “discurso eleitoreiro”.

“Vejo com preocupação os efeitos sobre a indústria brasileira, que perde competitividade no mercado americano, um dos mais importantes para os produtores nacionais”, disse.

“O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica”, emendou Zema.

Caiado critica Lula e Flávio

Ronaldo Caiado (PSD-GO) também criticou a capacidade de negociação do petista com Donald Trump e argumentou que a barreira alfandegária é fruto da forte polarização que o país enfrenta.

“O mais triste: Lula não tem capacidade para dialogar e o outro candidato está preocupado com a eleição, não com o Brasil. A polarização está saindo muito cara para as famílias e para o país“, escreveu o ex-governador de Goiás em sua conta no X (antigo Twitter).

Caiado, porém, não restringiu suas críticas ao atual presidente e condenou a postura de Flávio Bolsonaro, alegando que o senador não se importa genuinamente com o agronegócio.

“Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto. Minha proposta é reciprocidade de verdade. Mercado aberto dos dois lados, não vassalagem. O Brasil tem o que o mundo precisa: comida, energia limpa, minerais estratégicos. Chega de negociar de joelhos”, disparou o goiano em outra publicação.

Até a última atualização desta reportagem, os seguintes pré-candidatos ainda não haviam se manifestado sobre o assunto:

  • Renan Santos (Missão)
  • Augusto Cury (Avante)
  • Cabo Daciolo (Mobiliza)
  • Aldo Rebelo (Democracia Cristã)
  • Joaquim Barbosa (DC)
  • Samara Martins (UP)
  • Hertz Dias (PSTU)
  • Edmilson Costa (PCB)
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