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Setor de serviços demite 313 mil trabalhadores no primeiro ano da pandemia

Mesmo com os cortes atribuídos ao distanciamento social, o número de profissionais do setor cresceu 9,8% em dez anos, afirma IBGE

Economia|Do R7

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As medidas de distanciamento social adotadas para conter o avanço do novo coronavírus foram letais para o setor de serviços. Em 2020, ano que marca o início da pandemia, o segmento que responde por 70% de tudo o que é produzido no Brasil perdeu 313,4 mil profissionais, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados da PAS (Pesquisa Anual de Serviços) mostram que as maiores perdas em pessoal ocupado partiram dos ramos de serviços de alimentação (329,2 mil cortes), transporte de passageiros (96,8 mil demissões) e serviços de alojamento (65,3 mil desligamentos), atividades "dependentes de contato presencial".


Já as atividades com maiores ganhos foram as de seleção, agenciamento e locação de mão de obra (143,1 mil pessoas), serviços de escritório e apoio administrativo (100,9 mil pessoas) e transporte de cargas (73,5 mil pessoas).

10 anos

Apesar das perdas causadas pela pandemia, o 1,4 milhão de empresas do comércio fechou 2020 com 12,5 milhões de profissionais ocupados, número que representa um aumento de 9,8% no total de funcionários no período de dez anos.


O ramo de serviços profissionais, administrativos e complementares foi o maior segmento em pessoal ocupado desde 2011, empregando em 2020 um total de 5,5 milhões de pessoas, com uma expansão de 745,6 mil pessoas no período. A atividade foi também a que teve o maior aumento em número de pessoas na comparação com o ano de 2019, com um acréscimo de 237,9 mil trabalhadores.

No intervalo entre 2019 e 2020, a principal atividade responsável por esse incremento foi de seleção, agenciamento e locação de mão de obra, que gerou 143,1 mil vagas entre 2019 e 2020. Essa atividade ganhou relevância a partir de 2018, tendo apresentado os maiores incrementos percentuais nos últimos dois anos.


No mesmo período, o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio ultrapassou o de serviços prestados principalmente às famílias, assumindo a segunda posição do ranking de importância dos segmentos, com 2,4 milhões de pessoas ocupadas.

"Esta mudança estrutural pode ser explicada principalmente por dois motivos: o aumento do pessoal ocupado na atividade de transporte de cargas em dez anos (36,1%); e a expressiva redução do pessoal ocupado nos serviços de alimentação", avalia o IBGE.

Entre as 34 atividades que compreendem o setor de serviços, os serviços de alimentação se mantiveram desde 2011 como a principal atividade do setor do ponto de vista do emprego, atingindo 1,4 milhão de pessoas ocupadas em 2020, seguido de serviços técnico-profissionais (com 1,3 milhão de pessoas) e serviços para edifícios e atividades paisagísticas (com 1,1 milhão de pessoas).

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