Logo R7.com
RecordPlus

Tarifa repentina da UE sobre o aço pode ter ‘efeito colateral perverso’, alerta economista

Bloco europeu confirma tarifa de 50% para parte das importações de aço; medida tem como objetivo proteger a indústria local

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A União Europeia implementou uma tarifa de 50% sobre parte das importações de aço para proteger sua indústria local.
  • O economista Hugo Garbe alerta que essa tarifa pode distorcer o mercado e prejudicar cidadãos e agentes econômicos do próprio bloco.
  • Garbe destaca a importância do aço como matéria-prima essencial, comparando-o ao petróleo, e questiona a sustentabilidade da medida.
  • A decisão pode afetar as relações comerciais entre o bloco europeu e o Mercosul, podendo levar a negociações bilaterais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A União Europeia confirmou uma tarifa de 50% para parte das importações de aço. Com isso, o volume de material que pode entrar no país sem tarifas cai em 47%, totalizando 18,3 toneladas por ano. A medida tem como objetivo proteger a indústria local.

Em entrevista ao Link News desta quarta-feira (1º), o economista Hugo Garbe opina que “uma tarifa de 50% do dia para a noite, do ponto de vista econômico, acaba distorcendo e muito o mercado e tendo um efeito colateral perverso que é prejudicar o cidadão e o agente econômico daquele próprio bloco”.


Veja Também

Segundo ele, é importante observar o momento da economia mundial, em que há uma transição das guerras essencialmente bélicas para guerras econômicas e bélicas. “Por exemplo, um conflito entre os Estados Unidos e o Irã, no qual ele abre mão de parte da sua ofensiva bélica, mas adota o controle do estreito de Ormuz como uma ferramenta fundamental para poder barganhar com os Estados Unidos. Uma ferramenta poderosíssima, porque é uma ferramenta econômica que vai direto no bolso dos consumidores globais”, explica.

Sobre a escolha do aço, Garbe aponta que esse é um componente essencial para o mundo e, assim como o petróleo, é uma matéria-prima de grande importância, principalmente para o crescimento desse desenvolvimento econômico dos países.


“O que a gente precisa analisar agora é se essa medida é sustentável. Porque um aumento brusco de uma tarifa internacional, a literatura prega que não é sustentável para nenhum mercado, principalmente em uma commodity tão importante como o aço para a União Europeia”, ressalta.

Para o economista, uma decisão como essa pode estremecer a relação entre o bloco europeu e o Mercosul após a assinatura do acordo, porém a tendência é que aconteçam algumas negociações bilaterais para entender como ficará a relação comercial.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.